Publicidade

Estado de Minas LUCRO

MRV Engenharia fecha terceiro trimestre de 2020 com melhores resultados da história

Mesmo com pandemia do coronavírus, construtora atingiu recorde de vendas líquidas e maior geração de caixa da história


11/11/2020 17:57 - atualizado 11/11/2020 18:29

Empresa chegou à marca de mais de 12 mil apartamentos vendidos de julho a setembro deste ano(foto: MRV/Divulgação)
Empresa chegou à marca de mais de 12 mil apartamentos vendidos de julho a setembro deste ano (foto: MRV/Divulgação)
Maior construtora residencial da América Latina, a MRV Engenharia encerrou o 3º trimestre de 2020 com resultados impressionantes que a fazem disparar na liderança no mercado brasileiro. A empresa atingiu o recorde de vendas líquidas, com quase R$ 2 bilhões e 12.183 apartamentos vendidos, e maior geração de caixa da história, atingindo R$ 306 milhões no trimestre. O lucro líquido da empresa teve aumento de 26,6% em comparação com o segundo trimestre deste ano, atingindo R$ 158 milhões.

 
Apesar da pandemia do coronavírus e da recessão econômica, a construtora superou as expectativas no mercado e conseguiu feitos difíceis. De acordo com o balanço divulgado pela empresa, foram 11.106 unidades lançadas de julho e setembro, com um total de R$ 1,87 bilhão, um aumento de 15% em relação ao terceiro trimestre de 2019 e 98,9% em comparativo com o segundo trimestre deste ano.

Os feitos da empresa foram comemorados por Ricardo Paixão, diretor executivo financeiro e de relações com investidores da MRV. "Se pensarmos que no início da pandemia estávamos pensando se a empresa reduziria de tamanho, como que demanda de compra de apartamento se comportaria, o resultado ainda é mais surpreendente. A gente já tinha reportado os dados operacionais, com recordes em todas as linhas. É o terceiro trimestre consecutivo que a gente bate recorde de vendas, correspondendo a 40% a mais do que no mesmo período do ano passado”, explica.

Segundo o diretor, a empresa conviveu com dificuldades burocráticas que implicaram no atraso nos lançamentos, mas tudo foi restaurado da melhor forma. “Tivemos também uma retomada do ritmo de lançamentos, depois de alguns gargalos no segundo trimestre. Muitas prefeituras estiveram fechadas e os cartórios também funcionando longe de sua forma plena. Logo, tivemos algum atraso nos lançamentos do segundo trimestre. No terceiro trimestre, mostramos que seguimos com confiança, com uma demanda forte dos nossos produtos”.

Embora a crise no país tenha prejudicado vários setores, o ramo imobiliário não foi atingido. A própria MRV também alcançou a melhor marca no indicador vendas sob ofertas – que consiste em calcular tudo o que se vende dividido por tudo o que foi vendido – desde o primeiro trimestre de 2014, o que levou a empresa a ter um resultado histórico.

“O mercado vem conseguindo absorver muito bem esses produtos. Operacionalmente, tínhamos reportado dados muito bons. E agora a novidade é que conseguimos uma receita operacional líquida de R$ 1,076 bilhões, 12% maior que no ano passado no mesmo período. Foi a maior receita que apresentamos na nossa história. Nosso lucro líquido voltou ao patamar do ano passado, com R$ 158 bilhões, um crescimento importante de quase 27% em relação ao segundo trimestre”, afirma Ricardo Paixão.

Ele acrescenta que o faturamento em 2020 ajudou a empresa a reduzir o endividamento: “Não só o volume da companhia está muito bom, mas do ponto de vista financeiro, ela está bastante robusta. Tivemos também uma geração de caixa de R$ 300 milhões, o que fez com que nossa alavancagem, que já era baixa, ficasse ainda menor. Todos o endividamento da companhia está muito baixo".

Apesar de a taxa de desempenho no Brasil estar na casa dos 14%, o sonho de o brasileiro conquistar a casa própria não foi desfeito. O próprio isolamento social, segundo Ricardo Paixão, foi um dos motivos que levaram ao crescimento da procura por imóveis.

“A casa própria ganhou importância muito grande. Todo mundo foi obrigado a ficar em casa. Aquele que não tinha seu imóvel próprio, mas tinha condições de comprar, acaba mudando de prioridade, buscando uma moradia mais digna da família”, afirma o diretor.

Inteligência artificial

Outro êxito da construtora foi apostar na inteligência artificial em sua plataforma digital para incrementar as vendas antes mesmo da pandemia do coronavírus. Desta forma, os clientes têm mais facilidades em encontrar o imóvel nas condições mais acessíveis de forma fácil e rápida, sem mesmo sair de casa.

"Muitos clientes que estavam dispostos a comprar um apartamento não queriam ou conseguiam sair de casa. E nossa plataforma digital robusta foi certamente um diferencial da nossa companhia para manter os resultados de venda. Alguns concorrentes menores não tinham as mesmas funcionalidades tecnológicas e sofreram mais durante o período em função de estar com as lojas fechadas. à medida que a pandemia for ficando", afirma Ricardo.

Programas sociais

Historicamente, a MRV se destacou pelas vendas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida, criado pelo Governo Federal em 2009. Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o lançamento do Programa Casa Verde e Amarela, com juros mais baixos. Nesse sentido, a MRV incrementou ainda mais seu faturamento em vendas.

"Temos uma estratégia que é diversificar as estratégias de financiamento do meu cliente. A MRV sempre foi uma empresa muito conhecida pelo financiamento do FGTS dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, que agora passou a se chamar CVA. Viemos com um direcionamento estratégico para diferenciar nossas linhas de negócio. Se pegarmos as vendas dos últimos 12 meses da MRV, 16% foram fora do programa Minha casa, Minha vida. A taxa de juros baixa ajuda muito nisso. Fica muito mais barato para o cliente. Hoje, fica muito mais em conta para ele pegar uma taxa do fundo de financiamentos de poupança”, diz Ricardo Paixão.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade