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Estado de Minas IPCA-15

Carne, óleo e arroz continuam em alta e pressionam a inflação de outubro em BH

Prévia da inflação do mês, IPCA-15 tem alta de 1,05% na Região Metropolitana de Belo Horizonte em outubro


23/10/2020 16:34 - atualizado 23/10/2020 17:20

A carne foi um dos alimentos com maior elevação de preço no mês de outubro (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press.)
A carne foi um dos alimentos com maior elevação de preço no mês de outubro (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press.)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de outubro divulgado nesta sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou um aumento de 1,05% na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O índice é o quarto maior mensal entre as 11 áreas pesquisadas – ficando atrás apenas de Fortaleza (1,35%), Belém (1,33%) e Recife (1,12%).  Em setembro, o IPCA-15 na RMBH ficou em 0,42%.
 
No país, a variação mensal foi de 0,94%, maior resultado para outubro desde 1995. Já as variações acumuladas em 12 meses foram de 3,55% na RMBH, o quinto maior resultado entre as áreas de abrangência da pesquisa, e de 3,52% no Brasil.
  
Na capital mineira e região metropolitana, oito grupos apresentaram variações positivas: Alimentação e Bebidas (3,30%), Artigos de Residência (1,41%), Transportes (0,76%), Habitação (0,47%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,45%), Comunicação (0,32%), Educação (0,11%) e Vestuário (0,07%). Apenas um grupo apresentou deflação, o de Despesas Pessoais (- 0,01%).

A alta de 3,30% no grupo de Alimentação e Bebidas impactou o índice geral de outubro em 0,68 pontos percentuais. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos nos preços do óleo de soja, em 22,50%; da banana-prata, em 19,43%; do arroz, em 18,25%; do tomate, em 15,09%; das frutas, em 7,12%; das carnes, em 5,15%, e do leite longa vida, em 4,04%. 

Comer fora de casa ficou 1,32% mais caro e o aumento do preço da refeição em 1,97% impactou o índice em 0,07 pontos percentuais.

O resultado do grupo de Transportes, com alta de 0,76%, se deve principalmente ao aumento das passagens aéreas (37,46%). Ainda nesse grupo, houve aumentos nos automóveis usados, de 1,21%, e na gasolina, de 0,42%. 

A elevação de 1,41% no grupo Artigos de residência sofreu influência dos itens mobiliários, que aumentaram 2,40%. 

No grupo de Habitação, com alta de 0,47%, o aluguel residencial aumentou em 0,82%. A energia elétrica residencial caiu 0,48%, causando o maior impacto negativo no índice -0,02 pontos percentuais, provocado pela suspensão do reajuste tarifário anual devido à pandemia do novo coronavírus. 

Em Comunicação (0,32%), o aumento se deveu principalmente ao aparelho telefônico com preços 1,90% mais altos. Já em Saúde e cuidados pessoais com alta de 0,45%, os perfumes aumentaram em 4,27%.
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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