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Estado de Minas EMPREGO E RENDA

Economia solidária: startup mineira quer conectar grandes companhias a pequenos comércios

Ideia é desburocratizar processo de venda de produtos, gerando mais postos de trabalho


16/10/2020 16:52 - atualizado 16/10/2020 21:01

Vilson Mateus e Miguel Corrêa (dir.) são os responsáveis por idealizar a plataforma.(foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)
Vilson Mateus e Miguel Corrêa (dir.) são os responsáveis por idealizar a plataforma. (foto: Carlos Altman/EM/D.A Press)
Já pensou na possibilidade de adquirir um plano de saúde das mãos de um pequeno consumidor, sem precisar passar por seguradoras, corretoras e afins? Para gerar renda e facilitar relações entre clientes e empresas, a startup mineira WeShare desenvolveu a plataforma PontoCom, que permite a grandes negócios a utilização de pessoas físicas e pequenos empreendedores para ofertar seus produtos. A equação tem por objetivo, sobretudo, desburocratizar a cadeia responsável por fazer a chegada de mercadorias e serviços aos consumidores.

Afiliados (pessoas físicas) e supernegócios (pessoas jurídicas) atuam para tornar esse caminho mais simples, oferecendo produtos diretamente ao público. O compartilhamento de serviços incentiva a economia solidária.

Os afiliados da PontoCom podem, por exemplo, oferecer contas digitais a cidadãos. A simples abertura das contas não gera custos ao cliente de um banco. Os vendedores, por outro lado, recebem dinheiro por terem conseguido fechar negócio. Pequenas lojas, se optarem por ampliar seu leque de atividades oferecendo as contas digitais, passam a ser consideradas micropontos de venda.

“A vantagem é que esse modelo de mercado paga pela aquisição e pela conquista do cliente. Não há necessidade de ter venda para ter remuneração”, explica Miguel Corrêa, um dos fundadores da plataforma, no ar desde agosto — após cerca de seis meses de testes.

Para ele, o modelo de negócio baseado na economia compartilhada pode trazer fôlego, sobretudo, aos comerciantes e cidadãos afetados pelo impacto financeiro provocado pela pandemia do novo coronavírus.

“A PontoCom é a agência de defesa do pequeno comerciante. Ela encontra os melhores resultados financeiros, as melhores parcerias e as melhores propostas para que ele possa ganhar mais. Para os afiliados, encontramos as melhores oportunidades”, diz.

Pagar primeiro para obter credibilidade

No catálogo da plataforma, além de uma instituição financeira e seguradoras de saúde, constam empresas como companhia de consórcios e fazenda de energia solar. Se uma pequena mercearia, por exemplo, optar por expandir as atividades passando a comercializar, também, planos médicos, recebe um aporte da empresa responsável pelo serviço.

“As empresas preferem pagar para ter credibilidade. E, no mês seguinte, é preciso ter um pequeno resultado para manter ou aumentar os ganhos”, explica Miguel Corrêa.

Para fazer parte do time que integra a PontoCom, pessoas jurídicas devem ir ao site da startup para se inscreverem como afiliados. Pequenos comerciantes fazem o mesmo processo, mas precisam aderir ao modelo de supernegócios.

Mais cidades na rota da economia compartilhada

Atualmente, a startup e seu modelo de negócio baseado na solidariedade estão apenas em Belo Horizonte. Em novembro, as atividades devem atingir, também, Nova Lima, Vespasiano, Sete Lagoas, Igarapé e Itabirito, na Região Metropolitana da Capital. Três Corações, no Sul de Minas, e Paraopeba, na Zona da Mata, também compõem a rota da empresa. Neste mês, a PontoCom deve testar o serviço nas localidades por cerca de 15 dias.

Afiliados e supernegócios passam por treinamentos periódicos para aprimorar os trabalhos conduzidos. Há, também, a possibilidade de reverter os esforços em ganhos que estão além dos frutos financeiros.

Vendedores ligados a uma fazenda de energia solar, fora o bem para o meio ambiente, conseguem, em vez do dinheiro, descontos nas tarifas de luz.


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