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Estado de Minas

Bolsonaro desautoriza Paulo Guedes a aumentar o 'imposto do pecado"

Presidente disse nesta sexta-feira que segue Guedes ''99%, mas aumento de imposto para cerveja não''


postado em 24/01/2020 10:57 / atualizado em 24/01/2020 11:22

O presidente Jair Bolsonaro ao desembarcar em Nova Délhi, capital da Índia, nesta sexta-feira(foto: Prakash SINGH / AFP)
O presidente Jair Bolsonaro ao desembarcar em Nova Délhi, capital da Índia, nesta sexta-feira (foto: Prakash SINGH / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro descartou nesta sexta-feira aumentar impostos sobre cigarro, bebidas alcoólicas e doces industrializados, conforme informou nessa quinta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Davos, na Suíça.

"Paulo Guedes, desculpa, você é meu ministro, te sigo 99%, mas aumento de imposto para cerveja não", afirmou Bolsonaro ao desembarcar em Nova Délhi, na Índia.

"Não teremos qualquer majoração de carga tributária. Houve também um ruído muito forte de que estaríamos criando dois pedágios. Zero a possibilidade disso", afirmou Bolsonaro.

 

Palavra de Guedes


Nessa quinta-feira (23), em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, Guedes anunciou que  preparava mudanças na cobrança de impostos.

Segundo o ministro, o imposto sobre "pecados" viria em itens como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos processados com açúcar.
Guedes também afirmou que na volta ao Brasil teria uma definição sobre o assunto. "Estou doido para elevar o imposto do açúcar. Pedi para simular tudo", disse  o ministro nessa quinta-feira (23).

O ministro  também disse na ocasião que o sistema tributário de  vários países prevê a cobrança do "imposto do pecado" para diminuir o consumo de cigarros, álcool e produtos com açúcar.

Apesar da justificativa, Guedes afirmou que o aumento do  ''imposto do pecado" não estava devido.  Com a declaração de Bolsonaro, nesta sexta-feira, o ministro deverá recuar em sua proposta de aumentar a tributação desses produtos.


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