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Estado de Minas BLACK FRIDAY

Cerca de R$ 3,5 bilhões são esperados apenas em comércio online na Black Friday

Negócios em Minas Gerais devem concentrar 10% do total de faturamento no Brasil, enquanto 4% deve ser movimentado apenas em Belo Horizonte


postado em 22/11/2019 04:00 / atualizado em 22/11/2019 14:34

Impacto no faturamento das lojas físicas também tende a ser grande, mas organizadores preveem queda no tíquete médio de compras(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )
Impacto no faturamento das lojas físicas também tende a ser grande, mas organizadores preveem queda no tíquete médio de compras (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press )
A uma semana da data oficial da campanha de megadescontos Black Friday, a expectativa dos organizadores do evento, já considerado parte do calendário de promoções do comércio brasileiro, é de receita de vendas da ordem de R$ 3,5 bilhões apenas no comércio on-line.

 

Segundo o site blackfriday.com.br, a cifra significaria aumento de 21% em relação ao valor registrado durante a edição do ano passado. A maior parte do faturamento, de R$ 1,9 bilhão, deve se concentrar no Sudeste, o que representaria 59% do bolo total dos negócios.

 

Minas Gerais deve reter mais de 10% do faturamento brasileiro da campanha. Belo Horizonte é indicada como a cidade onde as compras pela internet devem render mais movimento, com mais de 4%, bolada de R$ 136 milhões. O comércio de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tende a apresentar a segunda maior receita do ranking, com R$ 20 milhões em faturamento previsto, seguida por Contagem, na Região Metropolitana de BH e Juiz de Fora, na Zona da Mata, com R$ 10 milhões cada. Os promotores da Black Friday preveem ainda que Montes Claros, no norte do estado, movimente R$ 7 milhões, enquanto Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, tem capacidade de apurar R$ 4,8 milhões.

 

Segundo Ricardo Bove, idealizador da Black Friday no Brasil, a campanha bate recordes de faturamento desde o lançamento no país, em 2010. “Depois de um crescimento mais moderado nos anos do ápice da crise, hoje, ainda que a economia não tenha se recuperado e com turbulências políticas, há uma maior confiança para gastar, inclusive aproveitando-se de compras represadas nesses períodos”, diz.

 

De acordo com a análise do site comparador de preços Compre&Confie, o aumento nas vendas pode ser explicado pelo aumento no volume de compras. Em contrapartida, o tíquete médio deve ficar na casa de R$ 600, apresentando queda estimada em 4%, frente aos valores que os clientes desembolsaram no ano passado. O site aposta em 5,8 milhões de pedidos, acréscimo de 24% em comparação com 2018.

 

Para o diretor-executivo do site, André Dias, a Black Friday está a cada dia mais consolidada no Brasil. “Os mecanismos criados por diversas empresas para comprovar que os descontos são reais, somados à proximidade do Natal e ao recebimento de parcela do 13º salário pelo brasileiro, explicam o otimismo do setor quanto ao forte crescimento no número de pedidos este ano”, afirma.

 

Grande aposta Esperando aumento da demanda, a Via Varejo, controladora das redes varejistas Casas Bahia e Ponto Frio, aumentou o estoque e a logística de distribuição das mercadorias. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, o estoque está sendo alimentado desde o início do mês e a frota de caminhões foi dobrada.

 

O quadro de logística da empresa foi ampliado em 30%, enquanto a capacidade de expedição dos produtos aumentou em setes vezes.

A Black Friday pode trazer ganhos até para comerciantes de setores menos tradicionais da campanha. O proprietário da Pizzaria Panorama, na Região Leste de Belo Horizonte, Lucas Brandão, acredita que a sexta-feira de promoções, no dia 29, deva significar aumento nas vendas de 5% a 10%.

 

A pizzaria participa da promoção apenas na sexta-feira da campanha, com descontos de 20% em alguns vinhos. “Como sexta já é um dia que tem movimento, é difícil mensurar um aumento”, diz. De qualquer forma, o comerciante afirma que aderir à campanha é uma oportunidade de conquistar novos clientes. “Se não for um aumento significativo, pelo menos empata (os custos com as vendas). Mas você sempre ganha na questão da divulgação”, afirma.

 

Além de impulsionar as vendas on-line, a Black Friday também deve impactar o faturamento das lojas físicas. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com 300 empresários aponta que a megaliquidação deve resultar em R$ 2,09 bilhões em vendas para o comércio varejista da cidade, crescimento de 2,9% em relação à cifra apurada na edição de 2018.

 

O levantamento também concluiu que a maioria (61,5%) dos varejistas da capital pretende participar da campanha. Além disso, os entrevistados acreditam que, em média, o consumidor deva comprar três produtos e gastar R$ 478,96 em cada um. No caso dos eletrônicos, os produtos mais procurados durante a campanha e de maior valor unitário, essa média sobe para R$ 1.006,74. A CDL/BH realizou as entrevistas com o empresariado entre 21 de outubro e o último dia 4.

 

* Estagiário sob supervisão da subeditora Marta Vieira 


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