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Estado de Minas

Mineiros e brasileiros reduziram dívidas em setembro, apontam pesquisas

Dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte


postado em 29/10/2019 18:27

(foto: Cristina Horta/EM/D. A. Press)
(foto: Cristina Horta/EM/D. A. Press)
Caiu ligeiramente o endividamento das famílias brasileiras e do consumidor de Minas Gerais. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou levantamento de dados, nesta terça-feira, mostrando redução para 64,7% neste mês, frente a 65,1% em setembro, do percentual de famílias que relatam ter dívidas. Outubro é o primeiro mês de 2019 a apresentar queda no indicador. Em Minas, o número de devedores retrocedeu 4,02% no mês passado, ante o mesmo período de 2018, de acordo com estudo feito pelo Conselho Estadual do Serviço de Proteção do Crédito (CESPC) do estado.

Em setembro, o número médio de dívidas em Minas foi de 1,92. Já em idêntico mês do ano passado, era de 2,02 no estado. A comparação com agosto deste ano indicou redução de 0,43% do indicador mineiro. Na avaliação da CNC, as liberações dos saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a melhora da geração de empregos no país interromperam a trajetória de crescimento do endividamento das famílias que vinha acompanhando a expansão das concessões de crédito.

“Os recursos extras advindos do FGTS e PIS/Pasep, somados à sazonalidade positiva no mercado de trabalho, favoreceram a redução do endividamento”, observou a instituição em nota. A queda ocorreu depois de uma sequência de nove meses consecutivos de alta do número de devedores. No caso dos mineiros, a pesquisa se refere a setembro e, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, reflete um esforço dos endividados, combinado ao recuo dos índices de inflação.

“Com um ambiente mais favorável, os mineiros estão buscando sair do cadastro de devedores. Mesmo com o orçamento ainda apertado, os consumidores vêm tentando regularizar sua situação financeira e pagar suas dívidas para voltar ao mercado de crédito e de consumo”, disse Marcelo de Souza e Silva.

Quando analisados os resultados da pesquisa do SPC no estado por gênero do devedor, houve retração entre homens e mulheres. entre agosto e setembro deste ano. O endividamento dos homens caiu 5,71%, enquanto o das mulheres teve redução de 4,89%. Segundo a CDL/BH, o motivo da queda menos intensa do gênero feminino se deve às diferenças existentes no mercado de trabalho.

Empresas


Se as dívidas dos mineiros caíram em setembro de 2019 em relação ao mesmo mês de 2018, as empresas no estado seguem no caminho contrário. Segundo o levantamento da Cespc, o aumento foi de 1,89%. O crescimento, entretanto, se mostrou menos intenso que o observado em outros anos.

“Mesmo com alguns indicadores em patamares melhores do que os observados nos anos anteriores, não está sendo suficiente para que as empresas consigam quitar todos os seus débitos e deixarem a base de devedores, mas o ambiente está mais favorável”, diz a pesquisa.


Cartão de crédito


O levantamento feito pela CNC em todo o país apontou que as famílias com dívidas ou contas em atraso passaram de 24,5%, em setembro, para 24,9%, em outubro, e aumentaram também aquelas que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas atrasadas e que, portanto, continuarão inadimplentes. O percentual passou de 9,6%, em setembro, para 10,1% neste mês.

A economista da CNC Marianne Hanson explica que apesar de o mês ter registrado a primeira queda do ano em relação ao percentual de famílias endividadas, os dados mostram que o comprometimento da renda continua muito alto. Quando a análise é feita a partir das faixas de renda, segundo a pesquisa, o número de endividados caiu entre as famílias que ganham até dez salários mínimos. Já entre aquelas famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos, o endividamento continuou aumentando.

O cartão de crédito permanece, na visão da maioria das famílias, como o principal tipo de dívida, citado por 78,9% da amostra da pesquisa. Em seguida, aparecem os carnês, como endividamento principal para 15,5% das famílias e o financiamento de carro, citado por 9,5%.


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