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Estado de Minas

Gasolina fica 0,76% mais cara em BH em duas semanas

Pesquisa do site Mercado Mineiro também mostra que etanol subiu 0,21% no mesmo período


postado em 23/09/2019 15:11 / atualizado em 23/09/2019 16:06

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
O motorista da Região Metropolitana de Belo Horizonte está pagando mais caro pelo litro da gasolina em relação a duas semanas atrás. De acordo com pesquisa do site Mercado Mineiro, o preço médio encontrado nos postos da região subiu 0,76% em relação a 6 de setembro, saindo de R$ 4,463 para R$ 4,497.

 

Por outro lado, o preço médio do etanol aumentou  0,21% no mesmo período. Há duas semanas, a média do preço do álcool era de R$ 2,811, contra R$ 2,817 atualmente. O levantamento foi feito em 133 postos, entre 18 e 20 de setembro.

 

O posto que tem o litro de gasolina mais baixo em BH cobra R$ 4,324, no Bairro Renascença. O mais caro está no São Luís, onde o litro é vendido por R$ 4,999. Já o menor preço cobrado pelo litro de etanol é de R$ 2,645,no Pompéia. O mais caro também foi encontrado no São Luís, por R$3,259.

 

A Região Centro-Sul apresentou a gasolina mais cara, com uma média de preço de R$ 4,54. Já na Região Nordeste, a pesquisa encontrou o menor preço médio para a gasolina comum de R$ 4,42. Em relação ao álcool, os resultados mostram que a Região Leste tem os preços mais em conta, com uma média de R$ 2,75. Na Região Oeste os pesquisadores chegaram na maior média: R$ 2,87.

 

Ainda de acordo com a pesquisa, em Betim o preço médio da gasolina é de R$ 4,57, enquanto a média para o etanol é de R$ 2,84. Em Contagem, a gasolina pode ser encontrada com um preço médio de R$ 4,48. Para o álcool, a média chegou a R$ 2,80.

 

De acordo com o economista-chefe do site Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, está valendo mais a pena abastecer com álcool do que com gasolina. Isso porque o álcool está 63% mais barato, abaixo dos 70% que servem como referência para comparar os dois combustíveis.

 

Abreu explica que o aumento do preço da gasolina constatado na pesquisa está ligado diretamente à alta do preço do petróleo, provocado pelo recente ataque a petroleira estatal da Arábia Saudita. “A gasolina inclusive estava em queda, uma queda satisfatória, e de repente ela aumentou”, argumenta.

 

Além disso, Abreu afirma que o preço da gasolina deve sofrer novos reajustes, mas não pelas políticas de preço da Petrobras. “Não está sendo bom para os postos aumentar, porque eles estão tendo dificuldade de vender, principalmente gasolina”, explica.

 

Para o economista, a pouca variação no preço do etanol se explica pelo final da safra da cana-de-açúcar. “Além de estar vendendo bem, está sendo a solução para a gasolina”, completa. Porém, Abreu alerta para um futuro aumento dos preços do álcool, quando a safra for replantada.

 

A pesquisa também mostrou que o preço médio do diesel subiu 2,72% em relação ao dia 6 de setembro. A média dos preços do combustível saiu chegou a R$ 3,811, contra R$3,710. Abreu afirma que esse aumento deve refletir nos preços nos supermercados, já que as transportadoras repassam esse custo extra. “É muito importante que o consumidor pesquise bastante e troque informações”, recomenda.

 

* Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz 

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