Publicidade

Estado de Minas

Votação da Previdência fica para esta quarta e cronograma do governo sofre atraso

Governistas pretendiam votar texto-base em primeiro turno no Plenário da Câmara, mas Maia desistiu da ideia no fim da noite


postado em 09/07/2019 23:57 / atualizado em 10/07/2019 00:21

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil )
Com o objetivo de votar a reforma da Previdência em primeiro turno, ainda na terça-feira (9), deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) abriu a sessão do Plenário pouco antes das 17h. A demora para iniciar os debates, o que só ocorreu por volta das 20h40, e uma proposta de obstrução apresentada pela oposição inviabilizaram o objetivo do o presidente da Câmara, que no fim da noite tomou a decisão de deixar a votação para esta quarta-feira (10).
 
A expectativa otimista é a de que a discussão só acabe na tarde de sábado (13), após a votação do texto e dos destaques em primeiro e segundo turnos. Mas o cronograma do governo, que previa a aprovação do texto-base na terça-feira, fica atrasado. O esforço de Maia é para que o texto seja votado antes do recesso parlamentar, marcado para começar em 18 de julho.
 
Para ser aprovada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 precisa de 308 votos favoráveis — ou seja, apoio de três quintos dos 513 deputados —, em dois turnos. Se for aprovada, passará ainda pela avaliação dos senadores, após julho. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que deixou o cargo para votar pelo texto, garantiu que há mais de 330 parlamentares favoráveis.
 
Negociações até o último minuto
 
Maia passou o dia conversando com líderes partidários, para garantir o mínimo de 308 votos. E, já à noite, enquanto os deputados votavam o projeto de lei que regulamenta a vaquejada, única pauta na frente da PEC 6/2019, ele saiu para mais uma conversa com lideranças, na Residência Oficial. Com a resistência de governadores, deputados articulavam para incluir apenas os municípios na PEC.
 
Por volta das 20h40, quando o Plenário da Câmara tinha 500 deputados, a sessão anterior foi encerrada e uma nova, agora sobre a Previdência, foi aberta. Durante a semana, Rodrigo Maia declarou que seriam necessários, pelo menos, 490 parlamentares presentes. Logo no começo, a opsição cumpriu a promessa de tentar barrar a votação, e o PCdoB apresentou um requerimento de retirada da pauta.
 
A proposta oposicionista foi derrotada por 331 votos a 117, o que serviu de sinalização de votos suficientes para a aprovação. A estratégia, contudo, conseguiu adiar o debate, jogando por terra a tentativa governista de concluir a votação do texto-base na terça-feira e deixar os destaques para quarta. Assim, por volta de 23h15, Maia deixou claro que votaria um requerimento de adiamento da votação. 


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade