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Estado de Minas

Mais da metade dos brasileiros não quer Reforma da Previdência de Temer, diz pesquisa

Segundo o levantamento feito pelo SPC Brasil e a CNDL, 53,8% são contrários às mudanças propostas pelo governo para a aposentadoria


postado em 17/01/2017 11:37 / atualizado em 18/01/2017 07:52

(foto: Reprodução da pesquisa SPC Brasil e CNDL)
(foto: Reprodução da pesquisa SPC Brasil e CNDL)

Mais da metade dos brasileiros está acompanhando a discussão sobre a reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB) e reprova as mudanças que o governo pretende fazer. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 53,8% das pessoas ouvidas desaprova a proposta de reforma.

O assunto será discutido nesta terça-feira pelo presidente Michel Temer, que tem reunião às 15:30h com o deputado Paulinho da Força (SD/SP). O parlamentar vem promovendo uma campanha contrária à reforma.

A rejeição às mudanças vem principalmente das mulheres, que correspondem a 60,1% dos contrários às alterações e dos entrevistados na faixa de 35 a 54 anos (63,2%). Outros 19,6% disseram aprovar a reforma da previdência e 26,6% disseram não saber ou preferiram não responder.

Segundo o levantamento do SPC Brasil / CNDL, 55,9 % das pessoas está acompanhando a reforma da Previdência e 38,5% não. Entre os que aprovam as mudanças pretendidas pelo governo, a maioria entende que “se estas medidas não forem realizadas, a previdência não conseguirá se sustentar a longo prazo, prejudicando quem se aposentará futuramente”.

Descanso


Já para os que condenam a reforma, o principal argumento é que “depois de tantos anos trabalhando, a pessoa merece aposentar cedo para ter um tempo de descanso”. Há ainda quem diga que a reforma vai acabar com o fator previdenciário.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, independente de questões contrárias ou favoráveis à reforma da previdência, as instituições, lideranças políticas e sociedade civil sabem que é imprescindível discutir o assunto. “Dados do IBGE estimam que até 2030 o país terá 41,5 milhões de idosos, ou seja, em torno de um em cada cinco brasileiros vai depender da União para se sustentar quando parar de trabalhar. É importante que todos os envolvidos no debate participem da discussão sobre a reforma, já que diz respeito a jovens, adultos e idosos. Cedo ou tarde todos serão atingidos e precisarão refletir sobre a aposentadoria”, diz.

O levantamento mostra que 60,4% não modificaram sua forma de agir com relação a seu preparo para a aposentadoria em razão da reforma. Já 39,6% afirmam ter mudado a forma de agir.

Brasileiro não se prepara para aposentadoria


A pesquisa mostra que 95% dos brasileiros reconhecem que devem pensar na aposentadoria, mas apenas 47,8% se prepara de alguma forma (52,2% disseram não se preparar). Entre eles, 17,5% pagam INSS de maneira autônoma, 14,8% investem na poupança e 11,% pagam previdência privada.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é importante que o planejamento comece desde cedo, ainda que feito em pequenas quantias. “Qualquer um pode se preparar logo para a aposentadoria, desde que respeite sua realidade financeira. À medida que a renda da pessoa aumenta, ela pode incrementar o valor dos depósitos de modo que essa reserva cresça. No entanto, é importante ter disciplina e regularidade no planejamento”, explica.

Foram ouvidas 606 pessoas residentes em todas as capitais do Brasil, com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos e todas as classes sociais. A margem de erro é de 4 pontos percentuais e a margem de confiança de 95%.

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