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Estado de Minas

Desemprego é recorde em Minas

A taxa de desocupação no estado foi estimada em 11,1% e já são mais de 1 milhão de desempregados em Minas Gerais. Além disso, rendimento médio real dos mineiros é o menor do Sudeste, estimado em R$ 1,7 mil


postado em 19/05/2016 16:18

No início do mês, em BH, houve fila para entrega de curriculo para vagas de auxiliar de limpeza das lojas Rio Verde, com salario de R$1 mil. (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)
No início do mês, em BH, houve fila para entrega de curriculo para vagas de auxiliar de limpeza das lojas Rio Verde, com salario de R$1 mil. (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press.)

Já são 1, 2 milhão de desempregados em Minas Gerais, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A desocupação no estado mineiro é maior do que a média registrada no Brasil neste primeiro trimestre de 2016. Em Minas, no período, a taxa chegou a 11,1%, e no país, de 10,9% no mesmo período.

Os mineiros, de acordo com os números do IBGE, também estão ganhando menos do que outras regiões do país. O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas em Minas Gerais foi estimado em R$ 1.747 no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 3,7% em ao mesmo período do ano passado. No Brasil, o rendimento médio do trabalho foi estimado em R$ 1.966, enquanto na região Sudeste atingiu R$ 2.299.

“O mercado de trabalho está vinculado ao desempenho da economia e está sendo afetado pela situação econômica atual”, comenta o economista e analista do IBGE, Gustavo Fontes. Ele também acredita que a situação mineira tem ligações com a importância do estado para o setor industrial. “Os números podem ser reflexo da crise do setor produtivo”, observa.

Mais uma vez, a indústria em Minas foi o setor que mais desempregou, com redução de 11,4% nas vagas. Mas Fontes chama atenção para os serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas com queda de 9,8% nas vagas no primeiro trimestre de 2016. “Estamos vendo que, além da indústria, alguns serviços mais modernos, como os de comunicação e informática, fazem parte do grupo com destaque para o desemprego”, avalia.

BRASIL


O IBGE já havia publicado, no fim de abril, a taxa média de desemprego para o trimestre no país e nesta quinta-feira (11) detalhou os dados nas regiões. O desemprego foi recorde em 21 das 27 unidades da federação. A Bahia é o estado com o maior desemprego , influenciado a taxa da região Nordeste. Entre o último trimestre de 2015 e o início de 2016, o desemprego naquele estado passou de 12,2% para 15,5% da População Economicamente Ativa (PEA). A Bahia ultrapassou o Amapá, que nesse mesmo período viu o desemprego sair de 12,7% para 14,3%.

De acordo com o instituto, Santa Catarina continuou como o estado com a menor taxa de desemprego do país, de 6%,. O Sul do país é também a região com a menor taxa de desemprego, de 7,3% entre janeiro e março. Em São Paulo, a desocupação ficou abaixo da média nacional, com 8,1%. No Sudeste, a taxa de desemprego ficou em 11,4%. Entre os estados da região, a taxa de desemprego no Rio ficou em 10%; e em Minas Gerais e no Espírito Santo em 11,1% cada.

As regiões Norte, com taxa de 10,5%, e o Centro-Oeste, com 9,7%, bateram recorde de desemprego no primeiro trimestre de 2016.

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