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Estado de Minas

Para FGV, Dia das Mães será o mais 'magro' em nove anos

Mais de um terço das famílias pretende gastar menos com a data neste ano


postado em 07/05/2015 08:07 / atualizado em 07/05/2015 08:51

Ao todo, 39% dos consumidores planejam diminuir gastos com presentes para as mães(foto: Beto Magalhaes/Estado de Minas - 04/05/2005 )
Ao todo, 39% dos consumidores planejam diminuir gastos com presentes para as mães (foto: Beto Magalhaes/Estado de Minas - 04/05/2005 )

A inflação elevada, o medo de perder o emprego e a menor renda disponível para os brasileiros deve tornar o Dia das Mães de 2015 o mais magro dos últimos nove anos. Mais de um terço das famílias pretende gastar menos com a data neste ano, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). Diante da necessidade de apertar o cinto, quase metade ainda não sabe o que comprar, e, entre quem já decidiu, opções mais baratas ganham espaço.

Ao todo, 39% dos consumidores planejam diminuir gastos com presentes para as mães, enquanto apenas 6% devem ampliar o orçamento, segundo quesito especial da Sondagem do Consumidor de abril. São os piores resultados da série iniciada em 2007 (excluindo 2011, quando a pesquisa não foi realizada).

"Os consumidores estão achando que o desemprego pode aumentar. Além disso, já estão com a renda comprometida, e a confiança na economia é baixa", avalia o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.

O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante para o comércio, atrás apenas do Natal. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) espera o pior desempenho para o Dia das Mães desde 2004, com alta de 0,5% no volume de vendas ante igual período do ano passado.

Diante da necessidade de economizar, os presentes para as mães ficarão mais modestos. É o caso de Mariana Gomes, de 23 anos, que neste ano presenteou a mãe com um DVD de R$ 30. "Costumo dar um só presente de aniversário - que é em abril - e Dia das Mães, mas desta vez foi um mais simples. No ano passado, gastei R$ 120", conta ela.

Depois de um ano desempregada, Mariana ingressou recentemente em um novo emprego, como diretora de comunicação de um instituto cultural, porém com um salário 25% menor. "No meu círculo de amigos, a maioria é recém-formada à procura de emprego ou ganha pouco, por isso está segurando os gastos", diz. Segundo a FGV, o preço médio por presente será de R$ 61, queda real de 15,5% ante igual período do ano passado.


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