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Estado de Minas

Índice de confiança no comércio cai 8,7% no trimestre e frustra empresários, segundo FGV


postado em 26/09/2014 13:37 / atualizado em 26/09/2014 15:08

 

A confiança do comércio caiu 8,7% no trimestre em relação a igual período do ano passado. O sentimento dos empresários é de frustração diante da demanda persistentemente fraca, segundo avaliação do superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campelo. 


"Quando chegamos ao início do terceiro trimestre, as expectativas do setor deram uma melhorada, mas agora continuaram a ficar mornas. Além disso, a percepção sobre a demanda continua piorando, como se o único motivo para justificar um terceiro trimestre fosse o aumento de número de dias úteis. Pode até vir um pouco melhor, mas no dia a dia não se percebe que a demanda está melhorando, pelo contrário", explicou o economista.


Em setembro, 26,3% dos empresários apontaram a demanda insuficiente como um fator limitativo à expansão dos negócios – a fatia mais alta de toda a série, iniciada em março de 2010. De acordo com Campelo, há ainda uma "questão psicológica" em torno das eleições, além da percepção de que um engessamento na política econômica até o fim do ano impede qualquer tentativa de reativação da economia. "A piora é mais intensa quando se avalia o curto prazo", destacou.

Apesar de ainda não contar oficialmente com dados ajustados sazonalmente, a FGV divulga uma série com um ajuste experimental - que pode modificar os dados a cada mês. A partir deste cálculo, a instituição detectou queda de 2,6% na confiança do comércio em setembro, após recuo de 4,5% em agosto. Tanto a percepção sobre a situação atual quanto as expectativas estão em mínimos históricos.

No varejo restrito, as pioras mais intensas da confiança ocorrem no setor de hipermercados e supermercados e no de tecidos, vestuário e calçados. No primeiro caso, além do volume de demanda ruim, há percepção de deterioração dos negócios, com excesso de capacidade de operação. No segundo setor, por sua vez, a inflação, o comprometimento da renda e a desaceleração dos salários limitam a demanda, o que acaba rebatendo na confiança.

"A sondagem sinaliza que chegar a 3% (de alta nas vendas do varejo restrito) já está muito difícil. Nossa previsão está em 2,5%", disse Campelo. No ano passado, o volume de vendas cresceu 4,3%, o que já havia sido o pior resultado desde 2003, quando houve retração no varejo restrito.

Em veículos e material de construção, que compõem o varejo ampliado, a dinâmica não é diferente. "Se já piorou tanto até agora, poderíamos pensar em melhora. Mas não está melhorando. Houve frustração em setembro", reforçou Campelo.


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