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Estado de Minas BUSCA PELO SUCESSO

Minas é o 4º estado onde mais empresas sobrevivem aos dois primeiros anos

Foco, planejamento e dedicação são quesitos para garantir êxito


postado em 31/12/2011 07:17


A receita do sucesso ninguém se habilita a dar, mas os principais ingredientes são comuns entre as micro e pequenas empresas que superaram os dois primeiros anos de funcionamento e começam a colher os louros do negócio próprio. Solo fértil para novos empreendimentos, Minas Gerais está na quarta colocação entre os estados brasileiros com o maior índice de sobrevivência de micro e pequenas empresas. O percentual chega a 78%, apenas 1% atrás de Roraima, Paraíba e Ceará, empatados em primeiro lugar.

Os bons números só melhoram. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) entre 2005 e 2006, a taxa de mortalidade nos dois primeiros anos dos empreendimentos mineiros caiu de 23,6% para 22,1%. Os fatores que levam à superação das dificuldades e ao reconhecimento do negócio no mercado são temas da sexta reportagem da série Feliz vida nova, que o Estado de Minas publica até amanhã.

Foco, planejamento, dedicação, valorização da equipe e capacitação são apenas alguns dos quesitos necessários antes e durante a gestão de um empreendimento. Para o presidente do Conselho Empresarial da Micro e Pequena Empresa da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas), o contador Edvar Dias Campos, o empresário não deve criar restrições. “Ele tem que ser tudo na empresa. Se precisar, deve até lavar banheiro e fazer serviço de banco”, observa.

Ter o capital e conhecimento do setor nem sempre é sinônimo de uma boa gestão. “A pessoa deve verificar se tem característica e condições de gerenciar o negócio. Muitas vezes podem ser bons técnicos, o que não significa uma boa atuação no comando”, pondera a gerente de atendimento ao empreendedor do Sebrae-MG, Mara Veit. O ideal nesses casos é se cercar das pessoas certas que conduzirão a um gerenciamento mais estruturado da empresa.

Formado em administração, assim como os sócios, Bruno Pellizzaro não sabia nada de restaurante japonês quando começou e hoje já abriu sua terceira unidade na capital mineira. “O primeiro Banzai abriu em 2005 e o segredo para o crescimento foi a adoção de processos bem definidos no negócio, que inclui desde o recebimento de mercadorias até a distribuição de responsabilidades dentro da loja”, conta.

Risco Uma boa dose de risco também é essencial para quem vislumbra bons resultados. “Surgiu a oportunidade de um ponto que nos atraiu muito e então abrimos o Sakê, com um conceito inédito de culinária oriental em Belo Horizonte”, lembra Pellizzaro.

Inovar, como fez o empresário, é o que diferencia o lugar comum dos grandes empreendimentos. “Mercadoria é igual em qualquer lugar. É preciso encantar o cliente”, aconselha Edvar. O que para a JN2, empresa dos sócios Fernando Juste e Leonardo Neves, já está no DNA. Especializado em criação de lojas virtuais, o negócio está no mercado desde 2006 e cresce a uma taxa de cerca de 20% ao ano.

“É preciso saber para quem se vende, quem é o público-alvo, entender a precificação de mercado para poder enxergar as oportunidades de melhoria”, analisa Fernando Juste, que ainda acrescenta a valorização do empregado como fator essencial para o sucesso. “É preciso ter uma equipe de qualidade para entregar o serviço dentro dos processos de qualidade exigidos”, afirma.

Palavra de especialista: Mara Veit, gerente de atendimento ao empreendedor do Sebrae-MG

Na ponta do lápis

“O empresário e seus sócios devem compreender que não recebem salário como os empregados e que as retiradas mensais da empresa precisam ser controladas de acordo com o faturamento e a necessidade de recursos para novos investimentos. É preciso ter consciência de que os ganhos são variáveis, um prolabore e não salário fixo. Muitas vezes, o dinheiro é usado para situações pessoais e não para reinvestimento nos negócios. As pessoas tendem a misturar as coisas e usar os ganhos para conquistas próprias, mas é preciso ter clareza de que se exige um sacrifício pessoal em prol do sucesso da empresa. A questão financeira é muito séria e demanda um exercício para saber separar o que é do negócio e o que é seu.”

Realização À VISTA

Passos para um bom começo

» EQUILÍBRIO ENTRE EMOÇÃO E RAZÃO
O negócio não é para o empreendedor, mas para o mercado. É preciso viabilizar ideias por meio de um planejamento, para que o negócio seja bem-sucedido.

» RAMO DE ATIVIDADE
A idéia deve ser colocada no papel para avaliar se o negócio escolhido é rentável ou se dará prejuízo. Para isso, pode ser utilizado um instrumento simplificado, de planejamento detalhado – o Plano de Negócios.

» LOCAL DE INSTALAÇÃO
Procurar o melhor local para instalar o negócio é uma das atividades mais significativas antes de abrir a empresa. É necessário analisar o processo de escoamento ou venda da mercadoria, facilidade de acesso dos clientes ao local, estacionamento, distância entre rodovias, logística de transporte, sistema bancário, entre outros fatores.

» LEGISLAÇÃO
Observar os impostos para a abertura e continuidade do negócio, a legislação trabalhista e tributária, os procedimentos específicos para a liberação do alvará de licença, pois alguns empreendimentos exigem autorização do Corpo de Bombeiros, da vigilância sanitária ou da prefeitura.

» MERCADO POTENCIAL
Realizar pesquisas e obter informações sobre o mercado potencial, a atuação da concorrência e seus fornecedores, as tendências e novos nichos de clientes são fatores muito importantes antes de o empresário colocar um novo
produto ou serviços no mercado e investir seus recursos.

» FINANÇAS
Possuir conhecimentos básicos para fazer um plano de investimentos que englobe a previsão de faturamento, cálculo dos custos fixos e variáveis e a previsão de resultados (lucros e prejuízos).

» PERFIL PARA EMPREENDER
O conhecimento advindo de
atividades práticas ou estudo regular em sala de aula são fatores que auxiliam na definição do foco do negócio e na sua expansão ou crescimento. Antes de abrir o negócio o empreendedor deve refletir sobre a sua capacidade de persistência para ir em frente.


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