Não é só o mocotó que garante bons lucros nesta época do ano. Caldos de feijão, mandioca e de sabores nada convencionais também são sinônimo de gordas vendas. Há comerciantes que esperam negociar neste inverno 70% a mais do que nas outras estações do ano, como Sebastião Rodrigues Coelho, dono do restaurante Verdim, na Pampulha.
No Emporium, tradicional restaurante do Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul, a procura pelos diferentes sabores dos caldos também é grande. "É o 17º festival anual de caldo, que vai até agosto. São 15 variedades, como feijão mandioca e dobradinha. São servidos em fogão a lenha para aquecer o inverno. Vendemos, em média, 15 mil unidades por mês", disse Roberto Pessoa, proprietário do Emporium, que completou 20 anos em março.
No Rancho Fundo, no Buritis, Região Oeste, o rodízio oscila de R$ 16,90 (segunda, terça, quarta e quinta) a R$ 18,90 (sexta, sábado e véspera de feriados). O gerente geral do restaurante, José França Canabrava, comemora a temporada de frio: “Os caldos devem ter saída, nesta época do ano, entre 50% e 60% a mais do que em relação as outras estações”. O rodízio de caldos dá livre acesso a pizzas, parte do bufê, refrigerante, água e algumas massas.
O lucro com os caldos é tão certo que até padarias oferecem as tradicionais cumbuquinhas. No Bairro Caiçara, a Arte do Trigo negocia, diariamente, cerca de 300 unidades. “Os que mais saem são de feijão e mandioca, mas também temos de abóbora, cenoura baroa, o caldo verde (batata com couve) e a canjiquinha. As vendas vão até agosto (fim do inverno)”, informou Elias Oliveira Santos, gerente do estabelecimento, onde a porção de 250 ml custa R$ 3,50. “Vendemos os caldos, sempre no inverno, desde que a padaria foi aberta, há cinco anos”, acrescentou.
