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Estado de Minas VIDAS NEGRAS IMPORTAM

Policial mata homem negro com tiro na nuca nos Estados Unidos

Violência policial contra pessoas negras volta a ser foco de protestos após divulgação de vídeos de ação policial no Michigan


14/04/2022 13:45 - atualizado 14/04/2022 14:38

Esta imagem capturada de um vídeo divulgado pelo Departamento de Polícia de Grand Rapids, em 14 de abril de 2022, mostra imagens momentos antes do tiro fatal de um jovem negro por um policial branco em Grand Rapids, Michigan.
Homem negro é morto em abordagem de policial branco (foto: HANDOUT)


Foram liberadas nesta quarta-feira (13/04) as filmagens de uma ação policial realizada no dia 4 de abril  noestado do Michigan, nos Estados Unidos, que resultou na morte de Patrick Lyoya, um homem negro de 26 anos. A divulgação dos vídeos iniciou uma onda de protestos contra a violência policial na cidade de Grand Rapids, onde ocorreu o incidente. 

As filmagens, divulgadas pelo Departamento de Polícia de Grand Rapids, são da câmera do uniforme do policial, uma câmera de painel da viatura, de um telefone celular e de um sistema de vigilância residencial. As imagens mostram o policial, que não foi identificado, parando o carro de Lyoya e alegando que a placa não batia com o carro em questão.

O ponto mais chocante da filmagem mostra o policial sobre as costas de Lyoya, imobilizando-o com o joelho, antes de atirar em sua nuca. Nos segundos antes do tiroteio, Lyoya aparece perseguido pelo policial. Os dois  lutam no chão, aparentemente pela arma de choque do policial. Durante a luta, a câmera corporal do policial para de filmar. Winstrom, Chefe de polícia de Grand Rapids, disse que a pressão foi aplicada à câmera para desligá-la durante a luta, mas que não está claro quem aplicou essa pressão e se foi intencional.

Manifestantes protestam contra o disparo policial de Patrick Lyoya em 13 de abril de 2022 em Grand Rapids, Michigan.
Morte de homem negro por policial branco gera protestos em Michigan, EUA (foto: BILL PUGLIANO)


Patrick Lyoya é natural da República Democrática do Congo e migrou para os Estados Unidos em 2014. Sobre o policial que efetuou o disparo, as autoridades informaram apenas que ele ingressou no Departamento de Polícia em 2015 e está afastado do cargo até o fim das investigações.

"O vídeo mostra claramente que este foi um uso desnecessário, excessivo e fatal da força contra um homem negro desarmado que estava confuso com o encontro e aterrorizado por sua vida", disse Ben Crump, advogado da família, que pede que o policial seja demitido e processado.

“Sem justiça, sem paz”

A morte de Patrick Lyoya gerou protestos em Grand Rapids mesmo antes da liberação das imagens. Na noite de terça-feira (12/04), cerca de 100 pessoas marcharam em direção à prefeitura da cidade gritando frases como “Vidas negras importam” e “Sem justiça, sem paz”. 

Manifestação contra violência policial em Michigan, EUA, com cartaz em destaque com os dizeres em ingles 'Name killer cops'
Manifestante ergue cartaz com os dizeres "dê nomes a policiais assassinos" (foto: BILL PUGLIANO)


Após a liberação do vídeo, centenas de pessoas marcharam em um protesto pacífico em direção ao departamento de polícia segurando cartazes com os dizeres “sem justiça, sem paz, sem polícia racista” e “prendem policiais violentos”, além de exigirem a divulgação do nome do policial que efetuou o disparo. Protestos também ocorreram em outras cidades americanas.

Uma investigação do New York Times revelou que policiais americanos, nos cinco anos anteriores, mataram mais de 400 motoristas que não estavam empunhando uma arma ou faca ou sendo perseguidos por um crime violento. Segundo o Washington Post, este ano, mais de 250 pessoas foram mortas a tiros por policiais em serviço nos Estados Unidos, um ritmo próximo ao que ocorreu entre 2020 e 2021, quando mais de 1 mil pessoas foram mortas a tiros pela polícia.

Os assassinatos de homens negros por policiais ganharam visibilidade internacional em discussões nacionais sobre a aplicação da lei nos últimos anos, dando força ao movimento “Black Lives Mater”, principalmente depois do assassinato de George Floyd por um policial em 2020, que desencadeou ondas de protestos em todo o país, chegando inclusive no Brasil.
 
*Estagiária sob a supervisão de Márcia Maria Cruz 


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