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Estado de Minas MÚSICA

'Bach e Frederico', com Orquestra 415 e convidados, estreia em BH

Espetáculo cênico-musical faz temporada de quarta (2/11) a sexta-feira (4/11), na Sala Juvenal Dias, sob regência de Sérgio Canedo


01/11/2022 04:00 - atualizado 31/10/2022 21:21

Ator caracterizado com roupas do século 17 contracena com a Orquestra 415 no espetáculo Bach e Frederuci
Montagem da Orquestra 415 foi testada em pré-estreia no Teatro Feluma, na semana passada (foto: Herman Alexander/divulgação)

"Foi um encontro bastante importante. A partir dele, Bach criou a 'Oferenda musical', uma de suas obras mais famosas e interessantes"

André Salles-Coelho, diretor da Orquestra 415

 
Ocorrido no século 18, o encontro entre o compositor alemão J.S. Bach e Frederico II, rei da Prússia, volta a acontecer no espetáculo cênico-musical da Orquestra 415 que será apresentado em Belo Horizonte, desta quarta (2/11) à próxima sexta-feira (4/11).

Na noite de 17 de maio de 1747, o músico e o soberano conversaram no Palácio Sanssouci, residência preferida do monarca, nas proximidades de Berlim. Já famoso, Bach foi levado à presença do rei. Seu filho, Carl Philipp Emanuel, era músico da corte. Ao saber da presença do renomado artista em seu palácio, Frederico quis conhecê-lo.

“Foi um encontro bastante importante. A partir dele, Bach criou a 'Oferenda musical', uma de suas obras mais famosas e interessantes”, afirma André Salles-Coelho, responsável pela adaptação dramatúrgica do evento histórico, sobre o qual existem poucos registros.

“Gosto muito de escrever a partir de um fato curioso. A parte mais gostosa foi fazer a pesquisa e ter ideias do que poderia ter sido aquele encontro”, diz.

Maestro convidado

Especializada em executar música barroca com instrumentos de época, a Orquestra 415 será regida pelo maestro Sérgio Canedo, convidado especialmente para o espetáculo que estreia em BH.

Flautista e diretor da orquestra, Salles-Coelho comenta que é interessante para o corpo sinfônico e músicos serem regidos por maestros diferentes, assim como é estimulante para o regente ter contato com um grupo barroco e instrumentos de época.

O maestro Sérgio Canedo afirma que a dinâmica do espetáculo é diferente daquela de outros recitais e concertos. Ele destaca o intercâmbio de significados entre música e drama, o que ajuda o público a compreender o que vê e ouve no palco.

Os atores Marco Túlio Zerlotini e Luciano Luppi dão vida, respectivamente, a Frederico II e a Bach. A admiração mútua entre os dois se reflete na sintonia no palco, diz André. Luppi também é responsável pela direção cênica da montagem.

A pré-estreia ocorreu na semana passada, no Teatro Feluma, na capital mineira. André Salles-Coelho comenta que a diferença entre os espaços é um grande desafio, mas a experiência foi válida porque lhe permitiu observar como o espetáculo funciona no palco.

“O público saiu de lá bastante inteirado da história, além de ouvir toda a beleza da música de Bach”, finaliza o diretor da Orquestra 415.

“BACH E FREDERICO”

Com Orquestra 415. Direção artística e dramaturgia: André Salles-Coelho. Regência: Sérgio Canedo. Direção cênica: Luciano Luppi. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro. De quarta (2/11) a sexta-feira (4/11), às 20h. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), à venda na bilheteria da casa e no site Eventim.

* Estagiário sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria





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