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Estado de Minas ARTES CÊNICAS

Comediante Carlos Nunes faz maratona do riso na Campanha de Popularização

Neste domingo (23/1), ele apresenta 'Comi uma galinha e tô pagando o pato' no Teatro Estação. Agenda terá 'Pérolas do Tejo' e 'Francisco - Do riso ao rio'


23/01/2022 06:00 - atualizado 23/01/2022 08:49

Ator Carlos Nunes reza e chora, sentado em beliche e vestido como presidiário
Carlos Nunes como Zé da Silva, preso por roubar para comer, enquanto ladrões do dinheiro público estão à solta (foto: Glaucia Rodrigues Divulgação )

“Rir é o melhor remédio. Depois da vacina”. A afirmação é do ator Carlos Nunes, que participa da Campanha de Popularização do Teatro e Dança, neste domingo (23/1), com a peça “Comi uma galinha e tô pagando o pato”, em cartaz no Estação BH, na Região de Venda Nova.
 
Nunes faz “maratona” nesta edição da campanha. Conta que se apresenta há 40 anos no evento, começou vendendo ingressos para ele. No próximo fim de semana, o comediante estará em cartaz no Teatro Santo Agostinho, com “Francisco – Do riso ao rio”. Em fevereiro, subirá ao palco do Estação BH com “Pérolas do Tejo”.

“Em minhas postagens nas redes sociais, vejo que as pessoas estão com muita vontade de ir ao teatro, com muita vontade de rir, precisando de rir um pouco para se livrar deste momento caótico que a gente está vivendo”, afirma o ator.

Na opinião de Nunes, o público gosta da peça que ele apresenta neste fim de semana porque ela fala de política de forma bem-humorada. “A resposta sempre é muito legal”, afirma.

Ele faz o papel de Zé da Silva, cidadão preso por roubar uma galinha para alimentar a família. Trata-se do animal de estimação da filha de um deputado. A confusão vai parar em Brasília, com direito a projeto de lei, apresentado pelo pai da moça, para fazer da galinha animal sagrado no Brasil, livrando-a das panelas, assim como ocorre com as vacas na Índia.

“Muita gente pensa que a galinha é mulher, mas não. É galinha mesmo, que o personagem rouba e come porque está com fome”, brinca Nunes. “Tem tanta gente que rouba neste país, milhões, fortunas. E não acontece nada. Zé da Silva roubou a galinha e está preso há um ano e seis meses”, comenta.

A comédia é o humor são bons instrumentos para abordar temas políticos como a impunidade, acredita ele. Porém, o ator deixa claro que o texto da peça não foca em políticos, partidos ou governos específicos.

Há vários anos em cartaz com “Comi uma galinha”, Carlos Nunes diz que o texto está sempre atual, pois escândalos se sucedem na vida pública brasileira. “Por isso a peça é bem-recebida”, diz, chamando a atenção para a mistura de crítica, humor e nonsense apresentada por ela.

“O humor é sagrado”, diz o ator, ao se referir à sua temporada de comédias nesta edição da Campanha de Popularização.

* Estagiário sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria
 

“COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO”

De Carlos Nunes e Nazir Malaheb. Direção: Fernando Couto. Com Carlos Nunes e André Maurício. Teatro Estação Cultural/Shopping Estação. Av. Cristiano Machado, 11.833, Vila Clóris. Neste domingo (23/1), às 19h. Bilheteria: R$ 44 (inteira) e R$ 22 (meia-entrada). Postos do Sinparc: R$ 20. Informações sobre a campanha de popularização estão disponíveis em https://www.vaaoteatromg.com.br/belo-horizonte


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