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Estado de Minas MÚSICA

Daniel espera a pandemia passar para regravar seus sucessos com João Paulo

Cantor terá novos astros do sertanejo como convidados do projeto, inviabilizado pela crise da COVID-19. Ele lança o álbum 'Daniel em casa' nesta sexta (26/3)


25/03/2021 04:00 - atualizado 25/03/2021 07:38

(foto: João Miguel Jr./Divulgação)
(foto: João Miguel Jr./Divulgação)
Para o cantor sertanejo Daniel, estar nos palcos ou em estúdios é semelhante a estar no aconchego do lar. Fazendo uma transição literal do estúdio para sua sala, ele decidiu dar o nome de “Daniel em casa” ao álbum que lança nesta sexta-feira (26/3), nas principais plataformas digitais. O projeto é um compilado de sete canções já lançadas em formato de clipe e uma inédita, na qual conta com a parceria do cubano radicado nos Estados Unidos Jon Secada.

Sobre o objetivo do álbum, Daniel diz: “Quero transmitir minha mensagem de esperança aos que precisam e apreciam o meu trabalho. Em casa é como me sinto quando estou cantando, junto ao meu público, pensando nele. Sou muito abençoado, e devolver esse amor todo que recebo é uma missão”.

''Você vetar totalmente aquilo que faz, o seu ganha-pão, não é fácil. Não sei nem quando nem como será a volta dos grandes shows. Não sabemos nem como será o formato disso tudo, mas que vamos ser os últimos a voltar, vamos, porque não é uma prioridade. Não é uma coisa que a pessoa precise para viver. Mas precisamos dessa estrutura. Se Deus quiser, um novo normal surgirá''

Daniel, cantor 


A parceria com Secada é na canção “Angel”, que o convidado canta em inglês, enquanto Daniel executa a versão em português, assinada por César Lemos. “Conheço o César há tempos, é um superprofissional e um ser humano incrível, ímpar. Tem um trabalho muito conceituado no exterior também. A versão foi feita com muito carinho. Ficou bem diferente, incrível”, diz o músico de Brotas (SP).

O encontro entre Secada e Daniel ocorreu em Miami (EUA), em fevereiro de 2019, depois que o sertanejo revelou ao empresário Matheus Possebon sua vontade de gravar com alguns cantores e artistas que admira. O cubano era um deles. “Como não gostar da história, da voz, do trabalho, do potencial dele? Fluiu de forma muito natural, e isso se traduz no resultado.” 

Apesar da rapidez com que foi feita a produção e a gravação da música e do clipe, Daniel celebra o entrosamento com o colega. “É muito interessante como é essa questão de identificação. Nós nos conhecemos e nos tornamos amigos. Ele é genial, fabuloso. Queria que o dia em que estávamos gravando juntos não acabasse. Infelizmente, passou muito rápido, mas foi intenso.”

Com  “Daniel em casa”, o sertanejo adere ao formato, hoje comum, de lançamento de singles posteriormente reunidos num álbum. “Eu gravava e lançava esporadicamente no digital, o que muita gente tem feito, na realidade. Gravei a primeira canção, que me foi apresentada pelo Mateus, uma pessoa que trabalha comigo na Opus Entretenimento. Ele chegou com essa canção ‘Casava de novo’, uma composição do Santanna. Achei a música maravilhosa, gravei e fizemos até o clipe dela. Tudo isso antes da questão da pandemia”, conta.

''É muito complicado e é geral. Tenho amigos músicos que estão até vendendo instrumentos para comprar o arroz com feijão. Agora, até onde pode, a gente ajuda. Vamos tentando do jeito que podemos''

Daniel, cantor 

 


Logo em seguida, gravou “Além da vida”, outra canção de Santanna. “Nesse meio tempo, fui para os Estados Unidos, onde gravei três canções com o Antônio ‘Moogie’ Canazio, em Los Angeles”, diz. “Ele é um produtor musical brasileiro, já mora lá há muitos anos e é um grande amigo nosso. Produziu as três faixas lá. Fiz outra canção, ainda antes de tudo acontecer, com o Dudu Borges, no estúdio dele, chamada ‘Te trago à tona’”. 


Depois disso, conta Daniel, “começou essa loucura de pandemia, de não poder realizar aquilo que gostaríamos e de ficar todo mundo apreensivo com tudo que está acontecendo”. O cantor acabou fazendo mais duas canções para o repertório do álbum. 

“Quanto à música ‘Angel’, ela já havia sido gravada há algum tempo, porém quando fui para Miami e me encontrei com o Secada, nós a gravamos de novo. Na verdade, essas canções estavam soltas e queria reuni-las em um só projeto, para ser lançado e apresentado às pessoas. Foi então que surgiu a pergunta: por que não um projeto que se chamará ‘Daniel em casa’, já que  estamos vivendo isso literalmente?. E foi isso que aconteceu.”

A produção e os arranjos do novo álbum são de César Lemos, que também participou tocando baixo e guitarra. A banda contou ainda com Nailton Costa (bateria) e Ricardo “Shampoo” Mota (teclados). O álbum foi gravado nos estúdios Circle House Studios, em Miami (EUA), e no Studio Vip, em São Paulo.
 

PROJETO

O cantor não acredita que vá lançar mais um disco neste ano. “O que tenho, na verdade, e não sei se vamos conseguir realizar, é um projeto de fazer um álbum com canções da dupla João Paulo & Daniel. É um projeto que já estamos idealizando há algum tempo. Tenho conversando com amigos, esses ‘meninos’ que chegaram agora, que lançaram carreira, enfim, que estão tocando a história, sobre o quanto a dupla foi significante para eles.”

O projeto seria realizado em 2020. Estava tudo pronto, mas, quando íamos gravar, entramos naquela primeira semana de (março de) 2020, quando começou essa coisa de ninguém poder sair de casa. Cancelamos tudo e fomos prorrogando. Marcamos de novo para o começo deste ano e também não deu certo.”

Ele diz que está esperando o momento certo para fazer tudo com segurança. “É que o projeto terá a participação de vários músicos, enfim, muitas pessoas envolvidas, ou seja, aquelas que têm uma ligação com a dupla João Paulo & Daniel. E vamos ver se vai dar certo. Mas é um sonho, um desejo que eu tenho.”

''Apesar da vontade que a gente tem, da inspiração para compor, não sei, falta impulso, falta aquela coisa de você entender que, puxa, a gente está parado, mas logo a coisa vai voltar, mas parece que vira uma normalidade tudo isso''

Daniel, cantor 

 

PANDEMIA

O sertanejo comenta que, mesmo com a quarentena, se sente muito ocupado. “Engraçado, parece que não estou tendo tempo para as coisas. Parece que temos um entrave. Parece também que queremos buscar opções, inspiração, mas não encontramos, pois elas não vêm. Parece que todo mundo está vivendo algo, além disso que estamos vivendo, uma coisa um pouco depressiva também, de não pegar um violão, de não cantar. Tenho feito isso esporadicamente também.”

Ele lembra que seu último show foi há mais de um ano. “Apresentações, por exemplo, nesse decorrer de tempo todo, fiz a última em 16 de março do ano passado. Cheguei a fazer três ou quatro lives, e foi tudo o que aconteceu”, resume.

Nem por isso ele deixa de defender o isolamento social como medida de prevenção à disseminação do vírus. “A gente tem que aprender a respeitar isso tudo e saber que temos de ter esse tempo e que não cabe somente a nós. É muito complicado e é geral. Tenho amigos músicos que estão até vendendo instrumentos para comprar o arroz com feijão. Agora, até onde pode, a gente ajuda. Vamos tentando do jeito que podemos.”

Nesse cenário, ele lamenta o grande impacto da pandemia no setor de shows. “É duro. Sabemos que tem que ter a questão do distanciamento, não sair de casa e tudo o mais. Mas você vetar totalmente aquilo que faz, o seu ganha-pão, não é fácil. Não sei nem quando nem como será a volta dos grandes shows. Não sabemos nem como será o formato disso tudo, mas que vamos ser os últimos a voltar, vamos, porque não é uma prioridade. Não é uma coisa que a pessoa precise para viver. Mas precisamos dessa estrutura. Se Deus quiser, um novo normal surgirá.”
 

THE VOICE +

O sertanejo diz que tem gostado muito de sua participação no programa global “The voice ”. “Creio que esse projeto veio em um momento muito bom para mim, porque é uma oportunidade que tenho de estar fazendo alguma coisa, de estar aprendendo, me inspirando. Tem sido um presente para mim.”

Ele incentiva a participação de aspirantes ao sucesso no programa. “Nós que estamos lá dentro, que estamos convivendo, sabemos da estrutura que é, do suporte que se tem, é muito importante, pois além do leque que se abre, não só de aprendizado, visibilidade e da extensão da coisa que é, mas também o núcleo de amizade que se cria, pois o pessoal é muito legal.”

Ele comenta que os arranjos das músicas concorrentes são feitos por Torquato Neto, Alexandre Castilho, Marcelo Sussekind e Vinícius Rosa, sendo um arranjador para cada jurado. “São pessoas extremamente competentes. Agora, como jurado, é muito difícil escolher um candidato, pois são todos bons. Acabo julgando pela apresentação daquele momento mesmo, pois não há outro jeito. O nível dos candidatos é muito bom.”

“DANIEL EM CASA”
• Distribuição: ONErpm
• Oito faixas
• Disponível nas plataformas digitais nesta sexta-feira (26/3), a partir das 11h


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