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'The Crown': o que é verdade ou ficção na série da Netflix?

Nova temporada traz novos personagens, como a primeira ministra Margareth Thatcher e a Princesa Diana


19/11/2020 13:40 - atualizado 19/11/2020 17:07

A quarta temporada de “The Crown” estreou no domingo (15) na Netflix e a trama agora se aproxima mais de fatos ocorridos nas últimas décadas, compreendendo o período de 1977 a 1990. O relacionamento entre a princesa Diana e o príncipe Charles e a ex-primeira ministra Margareth Thatcher são alguns dos pontos mais importantes dessa nova fase. 
 
 

Os elogios para a produção acompanham The Crown desde a primeira temporada, e havia uma expectativa extra sobre a entrada de Diana Spencer na narrativa. A crítica internacional não poupou adjetivos para a produção: “cativante”, “linda” e “a novela mais classuda de todos os tempos” foram usados para se referir ao seriado. A atriz Emma Corin interpreta a Diana de “The Crown”.

Mas uma dúvida sempre ronda as análises de The Crown: a relação entre o que é verdade e o que é ficção na série. Separamos alguns momentos históricos e personagens que são alvos de críticas sobre uma falta de congruência com a realidade.


Camilla e Charles em uma partida de pólo em 1979(foto: Getty Images)
Camilla e Charles em uma partida de pólo em 1979 (foto: Getty Images)
1 - Principe Charles e Camilla Parker-Bowles
O relacionamento do príncipe Charles e Camilla Parker-Bowles é um dos temas que traz mais curiosidades. Em “The Crown”, o assunto começa a ser desenvolvido na terceira temporada e continua tendo reviravoltas na quarta. Os dois se conheceram, na vida real, durante uma partida de pólo, em 1970, e o namoro durou somente um ano, quando Camila, de acordo com teóricos da família real, se cansou de esperar pelo pedido de casamento de Charles. Na série, a família real, desaprovava o romance, e resolveu enviar o príncipe para realizar serviços militares longe do Reino Unido. A intenção era que ele esquecesse a garota, a atitude acabou não dando certo, e o casal teve idas e vindas durante toda a vida, mesmo durante o casamento de Charles com a Princesa Diana, ocorrido em 1981. 


Príncipe Charles e Lady Diana durante o casamento real(foto: AFP - 29/07/1981)
Príncipe Charles e Lady Diana durante o casamento real (foto: AFP - 29/07/1981)
2 - O casamento com Diana
A forma como os dois se conheceram sofreu umas modificações. Na série, eles se conhecem quando ele vai à casa em que Diana morava para um encontro com a irmã dela, Sarah Spencer. A Diana da ficção está fantasiada para uma peça de teatro e diz que recebeu ordens para não falar com o herdeiro.

Na vida real, o que ocorreu é que Charles realmente estava em um relacionamento com a irmã dela e conheceu Diana na propriedade da família delas, mas o encontro não foi tão proibido. Os dois conversaram normalmente e socializaram com os outros convidados, além disso, Charles e Diana frequentavam os mesmo lugares e se viam regularmente. O fato ocorreu em 1977, quando Diana tinha 16 anos e Charles, 29.

Diana chegou a confrontar Camilla Parker-Bowles sobre o relacionamento dela e do príncipe, segundo gravações da própria princesa, divulgadas no documentário “Diana: In Her Own Words”. A conversa ocorreu durante a festa de aniversário de 40 anos da irmã de Camilla, onde Diana não tinha sido convidada, e decidiu ir de surpresa com Charles. 
Quando chegaram à festa, Diana fez questão de não dar um beijo no rosto de Camilla durante os cumprimentos, como fazia de costume, e ofereceu apenas um aperto de mão.


3 - O distúrbio alimentar de Diana
No documentário “Diana: In Her Own Words”, lançado com um livro de mesmo título, Diana revelou que a bulimia que sofreu durante o casamento teve início antes do noivado, quando Charles chegou de uma viagem. Ao segurar a cintura da Princesa de Gales, sugeriu que ela tivesse engordado. O comentário foi o gatilho para o início do distúrbio, que acompanhou a princesa durante muito tempo. No seriado, a bulimia é retratada, mas a passagem do comentário de Charles não é encenada.
 

Margareth Thatcher visita o Flippen Park com o filho Mark, a nora, Diana, e o marido, Sir Denis Thatcher, em outubro de 1987.(foto: PAUL BROWN / Staff Photographer - 21829)
Margareth Thatcher visita o Flippen Park com o filho Mark, a nora, Diana, e o marido, Sir Denis Thatcher, em outubro de 1987. (foto: PAUL BROWN / Staff Photographer - 21829)
4 - O sumiço do filho de Margareth Thatcher
Lá no quarto episódio, um dos maiores dramas da vida da primeira-ministra começa a ser mostrado. O fato é o sumiço do filho de Margareth Thatcher, Mark Thatcher, quando estava competindo em uma corrida no rali Paris-Dakar, em 1982. Acompanhado pela copilota francesa Anne-Charlotte Verney e por um mecânico, eles passavam por um trecho entre na Argélia, quando o eixo traseiro do carro quebrou. Eles ficaram seis dias perdidos no deserto. A longa e angustiante busca acabou se tornando um motivo de crítica de opositores contra Margaret Thatcher e a diplomacia britânica, conhecida por suas políticas certeiras.

A série
The Crown estreou em 2016, quando a atriz Claire Foy foi escalada como a rainha Elizabeth, papel que manteve pelas duas primeiras temporadas. Com a passagem do tempo, quem se tornou a rainha da série foi Olivia Colman.

O seriado, como o próprio nome sugere, tem o enredo focado na pessoa símbolo da Coroa britânica, a rainha Elizabeth II, desde o casamento em 1947 aos dias mais recentes. Cada temporada compreende cerca de uma década da vida da rainha e traz menções sobre a vida política e pessoal de vários outros personagens históricos que fizeram e fazem parte do reinado.

O responsável por colocar essa carruagem na rua é Peter Morgan, que escreveu o filme “The Queen”, de 2006, e a peça de teatro “O Público”. Ele escreve o roteiro com o diretor Stephen Daldry.
 
(*Estagiária sob supervisão do subeditor Rafael Alves)


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