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Estado de Minas FITNESS

Corrida ou caminhada?

Parece simples, mas pegar o tênis e sair andando e/ou correndo pela cidade não é o mais indicado. Saiba como proceder, os benefícios da prática e os cuidados a serem tomados


29/11/2020 04:00 - atualizado 27/11/2020 17:01

 (foto: Iancu Oaida/Freeimages)
(foto: Iancu Oaida/Freeimages)

Colocar um tênis, pegar um fone de ouvido e sair andado e/ou correndo pela cidade, avistando a paisagem e em busca de hábitos melhores de saúde. Parece correto e o mais saudável a se fazer, porém, sem indicação médica e orientação profissional, ambos exercícios podem se tornar grandes vilões. Isso porque, a depender das condições físicas do organismo, essas podem não ser as atividades indicadas.

“Cada pessoa funciona de uma maneira e só com uma avaliação sobre o estado físico e de saúde é que é possível saber se esses exercícios podem ou não ser feitos. Isso não significa que uma pessoa com doença crônica, por exemplo, deva permanecer sem se exercitar. Pelo contrário. Mas antes um profissional deve ser consultado para indicar a modalidade que trará mais benefícios. É preciso verificar todas as condições, ortopédicas e cardíacas”, explica o médico ortopedista Daniel Oliveira.
 
Neste cenário, o especialista destaca que pessoas hipertensas, por exemplo, só devem se submeter a prática, após liberação médica, se estiver medicada e com a pressão controlada. Em caso de pessoas acima do peso, a corrida deve ser evitada, bem como longas distâncias, para que o peso do corpo não sobrecarregue as articulações, o que pode causar lesões graves.

Independentemente da condição, é fundamental que o indivíduo tenha conhecimento de seus limites e não os exceda, a fim de evitar danos ao físico. Alongamento e aquecimento são primordiais ao início e ao fim de cada atividade física, incluindo as caminhadas e corridas. Isso porque, o método fortalece os membros inferiores e previne lesões no joelho, tendinites, fraturas, cãibras, dores no quadril ou inflamação na canela.

Além disso, outros cuidados devem ser tomados. No quesito calçado, a ordem é: invista em um tênis confortável, que tenha boa tração nas solas e amortecimento, pra absorver os impactos do corpo no solo, pois a utilização de equipamentos corretos faz total diferença na qualidade do treino. “Um calçado errado pode causar danos, inclusive, na coluna”, aponta Daniel.

As roupas também devem ser escolhidas com atenção. É de suma importância que elas sejam compatíveis com o clima local e confeccionado com tecidos leves e confortáveis, com material respirante. Tudo isso para que a transpiração seja liberada de forma eficiente durante o esforço físico e a pele se mantenha seca. “Para aqueles que vão realizar as atividades durante o dia, o uso de óculos de sol com proteção, protetor solar e boné ou viseira também é aconselhável. E, claro, lembre-se de beber água”, completa o especialista.

Mais um ponto de alerta está na companhia dos inseparáveis fones de ouvido. De acordo com o ortopedista, a prática de exercícios acompanhada de amigos e/ou música pode ser muito importante. No entanto, alguns impactos e danos podem ser sentidos se houver exagero de distrações. Um colega, por exemplo, normalmente estimula o outro, fazendo com que ambos não desistam da modalidade. Porém, quando há distração, danos podem ser percebidos.
 
(foto: Ellen Casadonte)
(foto: Ellen Casadonte)


"Cada pessoa funciona de uma maneira e só com uma avaliação sobre o estado físico e de saúde é que é possível saber se esses exercícios podem 
ser feitos”

Daniel Oliveira, médico ortopedista
 
“O mesmo ocorre com a música. Tanto na caminhada quando na corrida, quando feitas com fones de ouvido, o praticante pode aplicar uma força maior e mais rápida nas pernas e/ou ter a respiração e frequência cardíaca mais elevada durante o treino. Importante lembrar, ainda, que, em ambientes com circulação de veículos – carros, motos, bicicletas etc. – o uso de fones de ouvido pode elevar o risco de acidentes e atropelamentos”, completa.

COMO COMEÇAR 


Para quem nunca praticou corridas e/ou caminhadas e deseja dar início à prática, a dica é começar gradativamente. Mas, antes disso, o primeiro passo deve mesmo ser uma consulta médica para avaliação. Se estiver tudo certo, Daniel recomenda adquirir os equipamentos ideais – tênis confortável, com amortecimento, e roupas leves e respirantes – e aí, sim, praticar. Segundo ele, é importante que ela seja feita regularmente até que se torne, então, um hábito, com mais condicionamento físico e cardiorrespiratório.

“Para quem está totalmente parado, o ideal é começar a prática da caminhada por 20, 30 minutos por dia. Lembrando sempre da importância do alongamento e do aquecimento. Para quem deseja passar da caminhada para a corrida, vale intercalar os dias e o tempo. Por exemplo, comece a atividade caminhando e corra por algum tempo. Em seguida, volte a caminhar. À medida que o corpo acostumar com a mudança, vale cronometrar o tempo. Inicie com mais tempo de caminhada e pouco de corrida até conseguir inverter.”

Sobre a consultoria com grupos de corrida, é uma boa ideia? De acordo com Daniel, sim. Para o ortopedista, qualquer acompanhamento especializado é bem-vindo em qualquer circunstância. “Investir na prática de atividade é investir na própria saúde. Os grupos de corrida são compostos de educadores físicos e, muitas vezes, têm suporte de equipe fisioterápica e médica. O treinador monta uma planilha de treinos totalmente individualizada e que corresponde ao estado físico e aos objetivos de cada praticante”, pontua.

BENEFÍCIOS 

Caminhada ou corrida? Ambas trazem inúmeros benefícios à saúde do corpo humano e do psicológico. “Elas auxiliam no controle da hipertensão, do diabetes, do colesterol, ajudam a liberar endorfina, promovem sensação de bem-estar, diminuem a vontade de comer o tempo todo, auxiliam no sono de qualidade e melhoram o sistema circulatório, aumentando o fluxo de circulação do sangue e melhorando o retorno venoso, com o objetivo de levar oxigênio às células dos músculos e tecidos próximos”, diz Daniel.

Além disso, o ortopedista destaca que a prática da caminhada e da corrida beneficiam as articulações, em razão do impacto que exercem sobre os ossos. Inclusive, o especialista pontua que idosos que praticam os exercícios conseguem adquirir uma maior densidade de massa óssea, combatendo a osteoporose e diminuindo o risco de fraturas após quedas da própria altura. “É muito importante esse tipo de prática, pois a promoção de saúde é o pilar para uma vida longeva e saudável.”

*Estagiária sob supervisão da editora Teresa Caram

Pratique com segurança!

» Consulte um médico ou especialista para liberação dos exercícios
» Pessoas hipertensas: pratique as atividades medicada e com pressão controlada
» Pessoas acima do peso: evite corridas e longas distâncias para não sobrecarregar as articulações
» Faça alongamentos e aquecimentos antes e depois da prática
» Use tênis confortável, que tenha boa tração nas solas e amortecimento, pra absorver os impactos do corpo no solo
» Use roupas leves, confortáveis e respirantes
» Use protetor solar, óculos escuros e beba água
» Evite distrações para que não haja riscos de excesso na prática, quedas e/ou atropelamentos.

Fonte: Daniel Oliveira, médico ortopedista


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