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Estado de Minas Reforço no sistema imunológico

Em tempos de isolamento social, atenção deve ser redobrada em relação à alimentação

É fundamental evitar a comilança e fazer escolhas saudáveis


31/03/2020 11:00 - atualizado 31/03/2020 11:03

A alimentação saudável ajuda no fortalecimento do sistema imunológico (foto: Reprodução/Internet/atribuna)
A alimentação saudável ajuda no fortalecimento do sistema imunológico (foto: Reprodução/Internet/atribuna)

O período de isolamento social imposto pela escalada do coronavírus impacta a vida de todos e gera mudanças na rotina dentro de casa e no trabalho. Nesse contexto, com muita gente no ambiente domiciliar, a oferta de alimentos é maior pela proximidade com a geladeira ou a despensa. É para o que chama a atenção o nutrólogo Guilherme Mattos. Manter a alimentação equilibrada ajuda mesmo a fortalecer o sistema imunológico. Dessa forma, é fundamental evitar a tentação e a comilança.

"Uma escapadinha na dieta de vez em quando não faz mal a ninguém, mas é fundamental manter um estilo de vida saudável, principalmente diante do cenário atual", diz o médico. Ele conta que tem orientado seus pacientes quanto a este momento em particular e, conforme a realidade de cada um, indica os melhores hábitos para respeitar em casa e fugir do ganho de massa de gordura, o que pode mesmo ser prejudicial à saúde.

"Não sabemos de fato quanto tempo ainda teremos de permanecer em nossas residências. Pequenos deslizes no dia a dia, depois de um tempo, viram algo comum. Uma vida com rotinas faz com que a gente saia menos da linha. Estabelecer os horários para o café da manhã, lanches da manhã e da tarde, almoço e jantar, acabam sendo positivos para evitar a comilança desenfreada", ensina.

Outra questão importante, pontua Guilherme: só se come o que se tem em casa. Nesse sentido, na ida ao supermercado, é recomendado preferir produtos in natura, como frutas, frutas secas, verduras, legumes, iogurtes sem açúcar, oleaginosas, queijos brancos, pães e massas integrais e carnes magras. A escolha deve ser menos pelos embalados e mais para o que se pode descascar.

"Sabemos que o coronavírus acomete, entre os grupos de risco, aqueles que estão com a imunidade baixa. Esse é mais um motivo para ficar atento à qualidade calórica que está sendo ingerida. Quanto mais nutrientes e vitaminas consumirmos, mais imunidade nosso corpo tem", orienta o nutrólogo.

Ainda que não exista comprovação de que os alimentos ajudam a não contrair a COVID-19, se o sistema imunológico está forte, o organismo naturalmente fica mais disposto a lutar contra o vírus, em casos positivos para a doença. A imunidade baixa faz com que o número de células de defesa do organismo seja menor e a capacidade de produção dessas células também fica reduzida. Assim, o corpo tende a contrair mais facilmente infecções virais ou bacterianas.

CALORIAS VAZIAS

Quanto a ter uma alimentação desregrada, o problema é ofertar ao corpo calorias vazias. O organismo passa a não produzir bem as células de defesa e fica mais vulnerável e fraco para combater doenças. "Outro ponto é o aumento de peso que, a longo prazo, leva o indivíduo à obesidade, que é porta de entrada para outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. Todos eles, inclusive, são fatores de risco graves para pacientes com positivo para a COVID-19", diz Guilherme.

Açúcar, farinha branca, gordura hidrogenada e trans, ultraprocessados, embutidos. Entre outros, são produtos que, se consumidos com frequência, assim como as drogas, criarão dependência. "Para eliminá-los de nossa vida depois, muitas vezes o processo pode ser doloroso. Além disso, a ingestão de alimentos pobres em nutrientes pode gerar alergias, anemias, problemas de prisão de ventre ou diarreia. O que menos a gente precisa é ir a um pronto atendimento de hospital para resolver problemas que nós mesmos poderíamos ter evitado", pondera.

O que consumir


- Uma das melhores formas de fortalecer o sistema imunológico é por meio de uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras, legumes, vitaminas, minerais e proteínas

- Alimentos ricos em vitaminas A, B6, B12 e C, ácido fólico e zinco ajudam a formar células de defesa

- Todo alimento, independente de ser saudável ou não, se consumido com exagero, pode trazer prejuízos à saúde e ganho de peso. Busque o equilíbrio

- No café da manhã, evite colocar bolos, industrializados, sucos artificiais, processados e farinha branca como opções na mesa

- Dê preferência a queijos brancos, pães integrais, ovos, café e frutas

- Parece bobagem, mas não colocar as panelas na mesa e servir no fogão a quantidade recomendada de arroz, feijão e carne, faz com que os olhos não caiam em tentação e evita o segundo prato desnecessário

- Outra dica é comer a salada como entrada. Ela já traz certa saciedade e evita também o exagero com relação a outros alimentos

- Como sobremesa, dê lugar a frutas e oleaginosas. Além de saborosas, deixam o organismo mais saciado

- Existem alimentos que são excelentes para o corpo, mas que, se consumidos no período da noite, podem virar açúcar, por exemplo

Escolhas nutritivas

- Para o café da manhã: ovos mexidos com queijo branco, panquecas de banana com aveia, biscoitos integrais caseiros, pão lowcarb com queijo branco, mix de iogurte com frutas secas, mamão com chia

- Para o almoço: escondidinho de mandioca ou batata-doce com frango e salada de verduras e legumes, escondidinho de mandioca ou batata-doce com patinho e salada de verduras e legumes, frango e legumes grelhados, patinho moído com abóbora cozida, macarrão de abobrinha com frango desfiado ou patinho moído, e o completo: arroz integral, carne branca, feijão e salada

- Para o jantar: omelete com queijo, omelete com folhas verde-escuro, tomate, queijo e frango desfiado, berinjela recheada com patinho moído ou com frango desfiado, carne branca com verduras, queijo branco, tomate e azeite

*Todos esses pratos estão recheados de nutrientes e vitaminas. Além de proporcionar mais disposição para realizar as tarefas diárias, colocarão o corpo mais resistente a fatores externos e doenças.


Fonte: Guilherme Mattos, nutrólogo


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