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Estado de Minas

Entenda o que é anafilaxia, reação alérgica que pode levar à morte em poucos minutos

Conhecida como reação rápida e agressiva ao corpo devida a algum material do qual a pessoa é alérgica, pode ser combatida com adrenalina


postado em 01/11/2019 15:30 / atualizado em 01/11/2019 12:39

Anafilaxia é uma reação alérgica generalizada que pode levar à morte(foto: Reprodução)
Anafilaxia é uma reação alérgica generalizada que pode levar à morte (foto: Reprodução)
Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que o número de entradas de emergência nos hospitais por casos de anafilaxia, entre 2010 e 2016, aumentou. Em 2010, foi resgistrada 1,4 internação a cada 10 mil crianças. Em 2016, esse número subiu para 3,5.
 
Os médicos caracterizam a anafilaxia quando pelo menos dois órgãos são acometidos pela reação alérgica, como uma irritação de pele, acompanhada de uma crise de vômito. “Anafilaxia é uma reação alérgica generalizada, que age rapidamente, podendo levar à morte em 15 a 20 minutos, não dando tempo de chegar ao hospital”, alerta Fernando Aarestrup, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). “O medicamento que reverte a reação e salva a vida do paciente é adrenalina, aplicada via intramuscular. No Brasil, essa medicação é aplicada exclusivamente em ambiente hospitalar e em prontos-socorros”, complementa.

O especialista ainda alerta para alguns sintomas. “Os sintomas clássicos são manchas no corpo com prurido (coceira) intenso, inchaço, principalmente na face, falta de ar, sensação de desmaio, diarreia, vômitos, diminuição da pressão arterial e perda da consciência”, revela. 

Alguns alimentos podem ser mais propícios para gerar o problema em adultos. “Frutos do mar (camarão, polvo, lula etc..) e as sementes (amendoim, castanhas, amêndoas). Em crianças com alergia grave a proteínas do ovo de galinha e do leite de vaca também pode ocorrer anafilaxia”, explica.
 
Caneta de adrenalina, medicamento que reverte a reação e salva a vida do paciente(foto: Reprodução)
Caneta de adrenalina, medicamento que reverte a reação e salva a vida do paciente (foto: Reprodução)
Fernando aproveita e faz um apelo para que haja mais campanhas de conscientização sobre a anafilaxia. “Aproveito esta entrevista para solicitar às autoridades de saúde que promovam ações governamentais para facilitar o acesso ao medicamento. Como sugestão de política de saúde, acho importantíssimo termos disponível a caneta de adrenalina em locais onde há aglomeração de pessoas, a exemplo do que ocorre com a obrigação de termos desfibriladores (aparelhos utilizados em caso de parada cardíaca). Escolas americanas, por exemplo, têm essa caneta e os profissionais e até mesmo os alunos têm treinamento de primeiros-socorros, em que aprendem como e quando e utilizar adrenalina autoinjetável”, finaliza.
 
* Estagiária sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares 


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