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Estado de Minas

Infarto também ameaça jovens, veja como prevenir

Estresse, diabetes, tabagismo e obesidade estão entre os fatores de risco. Especialistas dão dicas de como evitar a doença


postado em 30/10/2019 12:30 / atualizado em 30/10/2019 16:22

De acordo com o DATASUS , de 2000 a 2017, houve um aumento absoluto de mortes por infarto no grupo de 15 a 49 anos de idade, no Brasil, de 7%(foto: Divulgação)
De acordo com o DATASUS , de 2000 a 2017, houve um aumento absoluto de mortes por infarto no grupo de 15 a 49 anos de idade, no Brasil, de 7% (foto: Divulgação)
O infarto do miocárdio pode  acontecer devido alguns fatos como: tabagismo, a hipertensão, o colesterol elevado, o diabetes, a obesidade, o estresse e a hereditariedade. Quanto mais tempo o indivíduo vive exposto a estes fatores, maior é a chance de desenvolver a arteriosclerose, que leva a obstruções das artérias coronárias e ao infarto. Porém o problema não acomete somente idosos. Os jovens também podem sofrer com a doença.

De acordo com Dr. mauricio cavalieri, cardiologista intervencionista da SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista) revela o que pode influenciar para que esse público sofra o problema. “A maioria dos que sofrem um infarto na meia idade ou quando jovens têm uma tendência genética para tal. Tem pais ou irmãos que tiveram problemas cardíacos antes dos 60 anos. Estes já devem estar atentos desde cedo. Outra situação para o infarto precoce é o uso de drogas ilícitas, como a cocaína, o crack e anabolizantes”, conta.

O infarto na população jovem pode ser pior em relação ao idoso. “Paradoxalmente, um indivíduo mais jovem, apesar de mais forte, pode apresentar às vezes um infarto até mais perigoso e fulminante. Isso ocorre porque o organismo ainda não teve chance de desenvolver as colaterais que protegem o coração das pessoas que apresentam obstruções coronarianas de longa data”, afirma Dr. mauricio cavalieri.
 

O indício da doença em jovens pode variar de acordo com a cidade brasileira. “Os dados do DATASUS mostram que, de 2000 a 2017, houve um aumento absoluto de mortes por infarto no grupo de 15 a 49 anos de idade, no Brasil, de 7%. Mas nesse período, a população brasileira cresceu mais de 20%. Assim, proporcionalmente, houve queda da mortalidade. Em Minas Gerais, especificamente, houve uma redução de mortalidade, mesmo em números absolutos, nesse grupo, de 24%. Os dados no Brasil variam por região. Essa queda não aconteceu nos estados do Nordeste”, explica o médico.


Adotar hábitos saudáveis e se afastar de uma vida sedentária são fatores essenciais para evitar o infarto. “Controlando os fatores de risco que podem ser controlados. A tendência genética, a hereditariedade, ainda não pode ser mudada. Entretanto, uma alimentação saudável, exercícios físicos regulares, uma vida longe do cigarro e das drogas aliviam as agressões ao seu corpo e ao seu coração”, revela o cardiologista.

Dicas - Dr. Ari Mandil, cardiologista intervencionista da SBHCI

Controlar os fatores de risco, como tabagismo e sedentarismo. Além do controle  da pressão arterial, do colesterol e do diabetes.
Jovens adultos que tiverem parentes de primeiro grau com história de infarto quando eram jovens devem procurar um cardiologista para orientação adequada.

Paciente com quadro de infarto deve urgentemente procurar serviço de emergência cardiológica. Na maioria das vezes, hospitais especializados conseguem desobstruir a coronária responsável pelo infarto através de procedimento minimamente invasivo, como a angioplastia com implante de stent. 

Realizar exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação saudável e tentar diminuir o estresse tão habitual no nosso estilo de vida. 


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