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Dança do ventre trabalha corpo e mente

Arte milenar tem como filosofia promover o bem-estar físico, mental e espiritual, trazendo benefícios para a saúde


postado em 20/10/2019 06:00 / atualizado em 20/10/2019 08:56

Dayse Faria, de 81 anos, foi a primeira bailarina de dança do ventre de Belo Horizonte (foto: Ilana Lansky/Esp.EM/D.A Press)
Dayse Faria, de 81 anos, foi a primeira bailarina de dança do ventre de Belo Horizonte (foto: Ilana Lansky/Esp.EM/D.A Press)

Quem canta seus males espanta. Quem dança também. A dança do ventre é uma arte milenar e ainda atual. A filosofia que carrega está ancorada no bem-estar do corpo, do espírito e da mente. A teoria mais aceita é de ser herança do Egito, originalmente chamada racks el charck, que significa dança do leste. Com movimentos ondulatórios e batidos de quadril e as mãos soltas, com a dança do ventre as mulheres, consideradas a maior fonte de vida depois do Sol, que também era motivo de adoração, celebravam a fertilidade.

E é muito mais que mexer o esqueleto. Trata-se de uma prática que amplia a consciência sobre si mesmo, fortalecendo a autoestima e a confiança. Os benefícios são inúmeros. Como trabalha o corpo da ponta dos pés à cabeça, favorece a postura e o equilíbrio e, em um espectro muito maior, combate até mesmo depressão e estresse – verdadeira e poderosa ferramenta terapêutica.

E engana-se quem pensa que é coisa só de mulher. A dança do ventre é um conjunto de aspectos que passam pelo treinamento técnico, prático, corporal e também promove o autoconhecimento – entendendo cada parte do corpo, a atividade flui em sua totalidade. É o que ensina Shalimar Mattar, pesquisadora de danças do feminino, professora, coreógrafa e bailarina de dança do ventre há mais de 25 anos. “Muitas vezes, nosso corpo fica preso com as tensões, medos e preocupações do dia a dia. É preciso compreender onde no corpo isso ocorre” diz.

Potencial 


Aos 81, Dayse Faria é um exemplo de força e vitalidade. Começou os estudos em 1974 com a egípcia Shahrazad, aperfeiçoando-se depois, por meio de cursos, com outros grandes mestres, como o coreógrafo Ghassan Fadlallah. Com passagem pelo balé clássico, pelas danças folclóricas e pelo teatro, conta sobre seu encantamento com a cultura oriental. A aptidão para a dança é evidente desde a infância. “Chegava à casa da minha avó, pegava os lençóis e começava a dançar com eles, como se fossem véus”, lembra-se. Dayse foi a primeira bailarina de dança do ventre de Belo Horizonte, precursora da dança oriental no estado. 

Essa é uma atividade aeróbica, promove a oxigenação das células musculares, contribui com o bom funcionamento dos sistemas cardiovascular e respiratório, estimula a queima calórica, tonifica os músculos, protege e fortifica as articulações, fortalece o assoalho pélvico, muda o funcionamento hormonal, exercita o cérebro. Melhora a postura, a circulação do sangue, a resistência física, influi na coordenação motora. Em uma perspectiva mística e metafísica, estimula a clarividência e a percepção, a intuição, o potencial telepático e a capacidade de materializar desejos, partindo da ativação dos canais sensitivos. Desperta a autoestima, o relaxamento, liberando emoções reprimidas. Também desenvolve a atenção e a capacidade de concentração.



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