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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Pandora Papers: Paulo Guedes aumenta impostos que 'foge' para não pagar

'Cai mais uma máscara do Posto Ipiranga, liberal de araque, fisgado no vazamento de dados de paraísos fiscais'


04/10/2021 13:25

Paulo Guedes
Paulo Guedes foi um dos responsáveis diretos pela eleição de Jair Bolsonaro (foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

A hipocrisia do 'Chicago Boy' dos anos 1980 foi escancarada de vez. A divulgação da lista de proprietários de 'offshores' em paraísos fiscais mostra Paulo Guedes, o Posto Ipiranga, como um felizardo detentor de 10 milhões de dólares, segundo as diversas matérias publicadas na imprensa sob o título de 'Pandora Papers'.


Ter uma empresa de investimentos fora do Brasil, em um paraíso fiscal, declarada e regular diante das leis nacionais, com pouco ou muito dinheiro, não é crime nem nada de mais para os padrões dos endinheirados do País. Porém, há leis e regras para servidores públicos, caso de Guedes, que não permitem tal situação.
 

Assim como o todo-poderoso (sem poder) ministro da Economia, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também faz parte da lista. Ambos deverão ter dias tumultuados pela frente, pois se crime não há, é certo que, no mínimo, há conflitos éticos e de interesses pessoais e financeiros inquestionáveis.

Liberal Fajuto

Paulo Guedes
 foi um dos responsáveis diretos pela eleição de Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto. Partiu dele a indicação e a segurança de que teríamos um governo moderno e liberal, bem como, foi através dele, que o apoio do mercado financeiro à candidatura do ogro de extrema direita surgiu com vigor.

Porém, muito cedo, ficou claro que o Posto Ipiranga não mandava em nada. Para piorar, após o início da pandemia, Guedes se tornou uma espécie de Pazuello das finanças, e só fez obedecer às ordens do lunático homicida que ocupa o Planalto. Hoje, contudo, mais do que isso, assumiu o papel de socialista eleitoreiro.

 
Primeiro, emplacou a tributação dos lucros e dividendos, algo que nem o PT havia tentado durante 14 anos. Em seguida, avançou com furor sobre as operações de crédito e elevou o IOF. Ultimamente, tornou-se ferrenho defensor do aumento do Bolsa-Família e de empréstimos com juros subsidiados para policiais militares.


Imposto dos outros

Pimenta no furico dos outros é refresco, certo? Pois os impostos que o liberal de araque adora cobrar, como ministro, são os mesmos que, na vida privada, faz de tudo para escapar. Por exemplo: os lucros que obtém com sua offshore não são tributados no Brasil. Bonitinho esse arauto do liberalismo, não é mesmo?

Seguramente, Guedes possui um cartão de crédito internacional em nome dessa sua empresa. Quando ele paga alguma coisa com esse cartão, sabem quanto ele paga de IOF? Nada, ué! Não há Imposto sobre Operações Financeiras no exterior. O mesmo imposto que, aqui no Brasil, ele acaba de aumentar.

Eis aí o duplo padrão moral tão característico deste desgoverno Bolsonaro. PG é apenas mais um exemplo da hipocrisia e cinismo dessa gente que hoje comanda o Brasil. Para eles e seus amigos e familiares, tudo. Para os demais, nada. Quero dizer: inflação, desemprego, impostos, fome, doença, mortes, etc. etc. etc.

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