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Estado de Minas OPINIÃO SEM MEDO

Kalil e as chuvas: o populismo é a nossa maior tragédia

As recentes destruição e mortes causadas pelas chuvas em BH não são culpa exclusiva do prefeito, mas também dele


postado em 31/01/2020 08:23

Bairro Buritis, na Região Oeste de BH, devastado pelo temporal histórico da última terça (28)(foto: Mateus Parreiras/EM)
Bairro Buritis, na Região Oeste de BH, devastado pelo temporal histórico da última terça (28) (foto: Mateus Parreiras/EM)

Alexandre Kalil elegeu-se dizendo não ser político. Prometeu governar para quem precisa e, com a arrogância peculiar, acusou - ainda que com razão - todos os prefeitos antecedentes de serem os culpados pelas tragédias anuais, de décadas, por conta das enchentes em Belo Horizonte. Mal sabia que entraria para a lista.

No primeiro ano de mandato, após a trágica morte (por afogamento) de uma adolescente na Avenida Vilarinho, em Venda Nova, declarou-se culpado e disse que o ocorrido não era um acidente, mas um assassinato. À época, sugeri que então renunciasse e se entregasse à polícia. Não fez nem uma coisa nem outra, é claro.

Cumpridos 3/4 do mandato, tudo como dantes. As enchentes, as tragédias e o populismo rasteiro, que induz o povão a votar em quem promete muito e não cumpre nada. Alexandre Kalil não é o único responsável, é óbvio, mas é um deles. A natureza não tem culpa de nada. E o papinho à moda Greta Thunberg até cai bem para uma adolescente rebelde, mas beira o ridículo na boca de um ‘burro velho’.

A verdade é que o prefeito não fez nada. Não mudou sequer os responsáveis pelas políticas públicas que nos trouxeram até aqui. Secretários lotados à décadas na PBH, diretamente envolvidos no planejamento urbano e naquilo que deveria ser prevenção, continuam onde sempre estiveram. Pior. Continuam fazendo o que sempre fizeram: porcaria nenhuma!

A BHTRANS continua uma caixa preta, fechadinha, fechadinha. Desde que assumiu, todos os anos Alexandre finge uma briguinha com os empresários do setor de transporte, mas nada de tocar no feudo das ‘latas de sardinha’. O aeroporto da Pampulha mantém apenas os vôos regionais. O Anel Rodoviário permanece matando e federalizado. O loteamento político corre solto na Avenida Afonso Pena 1212, como sempre correu. Tudo o que nos prometeu, Kalil não cumpriu.

Ainda assim, o prefeito desfila uma série de frases populistas, mentirosas e irresponsáveis. Acusa quem não deve, promete o que não irá cumprir e chega agora ao cúmulo da irresponsabilidade ao dizer que trará 5 milhões de turistas para o carnaval da cidade. Garante que BH estará recuperada a tempo e promete segurança para 7.5 milhões de pessoas. 

Se fôssemos um país minimamente sério, Alexandre Kalil estaria ‘impichado’ e internado em um manicômio. Como não somos, corremos o sério risco de ouvi-lo falar tudo isso novamente nas enchentes de 2021.

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