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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

Dinheiro pode até ajudar, mas não garante taças no futebol

O Flamengo, com todo o seu elenco milionário e jogadores badalados, ocupa a últimas posições do Brasileiro, caindo pelas tabelas


16/05/2022 04:00

Jorge Jesus, ex-técnico do Flamengo
Técnico Jorge Jesus se ofereceu ao Flamengo e deu até o dia 20 de maio para acerto do novo vínculo (foto: Patricia de Melo Moreira/AFP)
O Flamengo está atolado numa grande crise técnica, que passa pela má fase de vários jogadores, por não ter um goleiro confiável e pelo péssimo trabalho do técnico português Paulo Souza. Vale lembrar que nem todo "patrício" é um grande treinador.

Lembro de Souza como jogador, e jogava demais. Como técnico, ele não tem história, nem histórico para dirigir o rubro-negro. Quando escala certo, erra nas substituições e acaba comprometendo o time, como fez no empate com o Ceará, em falha clamorosa de Hugo no segundo gol cearense. Se o Flamengo contratou o veterano Santos, que era do Athletico-PR, por que ele não é titular?

Uma recente divulgação econômica mostrou o Flamengo equilibrado financeiramente, com faturamento de R$ 1 bilhão e folha salarial mensal de R$ 35 milhões. Para os padrões brasileiros, um time rico, mas muito mal administrado no futebol.

É curioso que os dirigentes adoram aparecer nos momentos bons, dão entrevistas, sorriem e estão sempre acessíveis. Basta uma fase ruim, para sumirem do mapa, rebaterem jornalistas que põem o dedo na ferida e mostram os erros cometidos. 

A contratação de Paulo Souza foi um erro do vaidoso vereador Marcos Braz. Ele sumiu do mapa. Não dá satisfação do grave erro que cometeu.

Vejam que dinheiro não significa títulos ou boas colocações. O Flamengo, com todo o seu elenco milionário e jogadores badalados, ocupa a últimas posições do Brasileiro, caindo pelas tabelas. A torcida sonha com a volta de Jorge Jesus, que se ofereceu, semana passada, dando prazo até o dia 20 para o acerto. 

Eu não duvidaria se ele pintar nas próximas horas como novo técnico do rubro-negro e com a demissão de Paulo Souza. No futebol brasileiro, nada mais me surpreende. A sombra de Jesus, o técnico mais vitorioso da história do clube, ronda todos os treinadores que são contratados.

O Galo está numa excelente posição na briga pela taça, mantendo a expectativa criada sobre ele. Porém, não tem jogado aquele futebol do ano passado, sob o comando de Cuca.

Mas, como disse muito bem o jovem e competente comentarista Edu Panzi, a quem acompanho apenas nas redes sociais, pois não ouço rádio - exceto a Tupi, onde comento -, "não adianta o torcedor querer o mesmo futebol que o time apresentava com Cuca, porque o técnico não é o Cuca e sim o Turco Mohamed. Cada treinador tem o seu estilo, e por mais que ele tente manter o que o ex-treinador deixou, há diferenças significativas". Panzi está coberto de razão. 

Também percebo a queda de produção no futebol alvinegro, mas, com tudo isso, o Galo está entre os ponteiros, em busca do objetivo, que é ganhar o tri brasileiro.

É verdade também que o campeonato está nivelado por baixo, muito embolado e não acredito que alguém vá disparar. Será esse perde e ganha até o fim, e o Galo ganha mais do que perde, ainda que não jogue bem. 

No sábado, por exemplo, venceu o Atlético-GO e faturou os 3 pontos, encostando no Corinthians, na vice-liderança, com 12 pontos. Hulk voltou a sorrir ao marcar um dos gols.

Discute-se a presença dele na Seleção Brasileira, mas eu já expliquei que, se dependesse do momento, ele teria que estar no grupo. É o melhor jogador em atividade no país. Contudo, os números no time canarinho são os piores. 

Em jogos oficiais, Copa do Mundo, das Confederações, América e Eliminatórias, não tem um gol sequer. Apenas 11 gols em amistosos e 1 pela Seleção Olímpica, na derrota em Londres, 2012, para o México. Portanto, contra números não há argumento.

Mas, se um treinador usasse a coerência e o momento, Hulk deveria ser o 9 do escrete.

Voltando a falar do dinheiro, o Galo está afundado em dívidas que passam da casa de R$ 1,3 bilhão. O estádio, orçado primeiramente em R$ 500 milhões, deve chegar aos R$ 900 milhões. Dessa forma, será difícil fazer dinheiro para equilibrar as finanças, segundo economistas.

Porém, com todos esses problemas, o time vai funcionando, ganhando partidas, jogando bem ou mal, e confirmando a disputa pelas taças. 

O torcedor não quer saber quanto seu time deve. Quer saber de taças e se a fase está boa, que continue assim. Enquanto tiver quem segure a barra, não haverá problema. Salários em dia são fundamentais para manter o time entre os ponteiros e, pelo que consta, nunca houve falta de pagamento aos profissionais nessa gestão.

Portanto, meus amigos e amigas, o equilíbrio financeiro dá estabilidade e tranquilidade, mas não garante boa campanha e nem tampouco taças.

O Flamengo vem brigando, desde 2021, para buscar uma taça e não consegue. Mesmo com todo o dinheiro, com toda a estrutura e com todo o "poder" do time, considerado o melhor do Brasil, com jogadores badalados.

O futebol se resume a "bola na casinha". Se entrar, tudo é festa. Se isso não acontecer, os problemas são imensos. O rubro-negro vive seu inferno astral, que só deve terminar se Jesus voltar. Até lá, será esse calvário que o torcedor tem vivido, por conta de atuações vexatórias e ineficientes.  

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