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Estado de Minas BOMBA DO JAECI

Clubes têm dívidas impagáveis e só Liga e SAF podem salvar

Somadas, dívidas das principais agremiações do futebol brasileiro passam dos R$ 10 bilhões, o que exige austeridade


14/05/2022 04:00 - atualizado 14/05/2022 07:38

Bola de futebol entre folhas
Amadorismo, populismo e irresponsabilidade de dirigentes levaram vários clubes a criar passivos gigantescos no futebol (foto: Pixabay)

Atlético Mineiro, Cruzeiro, Corinthians, Botafogo, Vasco e Fluminense, nessa ordem, são os maiores clubes devedores do país, em recente divulgação num site. Juntos, os cinco devem quase R$ 6 bilhões, dívidas acumuladas ao longo dos tempos por irresponsabilidade de dirigentes que agradam aos torcedores, estourando o orçamento. A maioria diz que “deve e não nega, e paga quando puder”, mas a realidade é que nenhum deles tem dinheiro para quitar tais dívidas, que só aumentam ao longo do tempo. Há clubes que pagam quase R$ 100 milhões de juros anuais, o que inviabiliza qualquer projeto. A solução pode estar na criação da liga e no clube-empresa, mas, ainda assim, quitar tais compromissos demandará um longo período sem gastos excessivos e com gestão responsável.

goleiro Fábio
O goleiro Fábio tem mais de R$ 15 milhões a receber do Cruzeiro (foto: Bruno Haddad/Cruzeiro %u2013 22/9/21)


SAF terá de pagar as dívidas trabalhistas

Não adianta a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) dizer que não se responsabiliza por dívidas trabalhistas dos clubes que se tornaram empresas, pois a Justiça vai determinar que os novos donos assumam tais dívidas. Os funcionários demitidos estão recorrendo a quem de direito e pedindo que a SAF assuma tais compromissos. Isso ocorreu com a Varig, quando estava perto de quebrar. Criaram a Varig “Nova”, com novo CNPJ e sem qualquer ônus, e deixaram as dívidas com a Varig “Velha”. Os funcionários entraram na Justiça, que determinou que a Varig “Nova” pagasse as pendências. O resultado é que a empresa quebrou e os funcionários ficaram a ver navios. No caso da lei da SAF, há essa brecha, e dificilmente os donos dos clubes fugirão do compromisso de ter de pagar aos funcionários, que estariam ligados ao clube – e não a ela. O goleiro Fábio (foto), por exemplo, tem mais de R$ 15 milhões a receber do Cruzeiro e vai pedir que a SAF honre o compromisso. Como ele, há dezenas de funcionários dispostos a fazer o mesmo.

Criação da Liga no Brasil

É preciso que os dirigentes se unam e entendam que 50% do que for arrecadado com a criação da Liga seja dividido de forma igualitária entre os 20 clubes da Série A e os 20 clubes da Série B. Os outros 50% podem ser fatiados entre campeão, vice, quem vende mais pay-per-view e por aí vai. É assim que funciona na Premier League, na Inglaterra, e no mundo inteiro. Flamengo e Corinthians não podem querer se beneficiar e ganhar cotas maiores pelo fato de terem as maiores torcidas do Brasil. Essa questão cabe ao sistema de vendas de jogos na TV fechada. Se não houver isonomia entre os clubes, a Liga não sairá do papel.


Jogadores do Cruzeiro em campo com a torcida ao fundo
Paulo Pezzolano tem um grupo limitado nas mãos, mas o time do Cruzeiro está muito bem treinado (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 26/4/22)

Reforços serão fundamentais para o Cruzeiro

A boa campanha do Cruzeiro na Série B e o avanço na Copa do Brasil se devem ao belo trabalho do técnico Paulo Pezzolano, que tem um grupo limitado nas mãos, mas muito bem treinado. Sua comissão técnica tem feito um trabalho elogiável, mas é preciso contratar na janela de julho, para que o Cruzeiro não perca o gás quando os principais jogadores não puderem atuar por lesões ou suspensões. Ronaldo Fenômeno está ciente disso e sua equipe já avalia alguns nomes que poderão ser contratados para a janela. Um camisa 10 é o principal objetivo. O grande problema é achar esse cara no mercado.

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