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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

América salva o futebol de Minas Gerais em 2020

Talvez tenha chegado a hora de o América levantar o troféu, e o torcedor tem que apostar suas fichas nisso


20/12/2020 04:00

Lisca, técnico do América(foto: Estevão Germano/América)
Lisca, técnico do América (foto: Estevão Germano/América)
O América pode assumir a ponta da Série B neste domingo, no Independência, caso derrote a Chapecoense. Com dois pontos a menos que o adversário, ficaria com 1 ponto de frente, rumo ao título. Com 56 pontos, não há mais dúvida de que o Coelho estará na elite no ano que vem, mas, se for com a taça debaixo do braço, melhor.

O Coelho deve isso, além dos jogadores, é claro – que são os grandes protagonistas –, à seriedade do presidente Marcus Salum e do diretor de futebol Paulo Bracks e ao técnico Lisca, na minha visão, um dos melhores do país.

Esse rapaz sabe ajeitar uma equipe como poucos. Sua equipe joga pra frente, busca o gol o tempo todo e encara equipes gigantes como se fosse do mesmo tamanho. Espero que o Coelho suba e fique na elite por um bom tempo. Já passou a fase de gangorra, subindo num ano e caindo no outro.

Lisca vai viver um dilema, porém: escala o time titular ou poupa jogadores para o duelo decisivo de quarta-feira, no jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Palmeiras, em São Paulo? Eu pouparia, para deixar o Coelho em ponto de bala para conseguir um grande resultado no Allianz Parque.

Com o nível que Lisca implementou no América, qualquer jogador que entrar dará conta do recado. O time é muito bem entrosado.

Muita gente acha que o América já chegou longe demais. Não penso assim. Já que está na semifinal, que vá em busca da final, em condições de ganhar. Não importa se o adversário será São Paulo ou Grêmio. O Coelho já provou que tem grupo e time para jogar em condições de ganhar.

Vale lembrar que Paulista de Jundiaí, Criciúma, Juventude e Santo André já faturaram a competição ganhando de gigantes. O Brasiliense só não foi campeão por erros da arbitragem numa decisão contra o Corinthians.

Talvez tenha chegado a hora de o América levantar o troféu, e o torcedor tem que apostar suas fichas nisso. É muito legal ver um trabalho sério assim.

Paulo Bracks é craque no que faz. Sua marca é a lisura, a transparência, a qualidade na hora de contratar e negociar. Não à toa, está cotado em vários clubes do Brasil, inclusive no Atlético, que vai mudar a direção de futebol assim que Sérgio Coelho assumir, em 4 de janeiro.

Porém, Bracks quer finalizar seu trabalho no América com o acesso, que está praticamente garantido, e, quem sabe, como título da Copa do Brasil. Seria fechar com chave de diamante.

Parabéns ao América pelo brilhante trabalho. Pelo equilíbrio demonstrado até aqui, é a melhor equipe de Minas Gerais. Eu não me surpreenderia se o Coelhão chegasse ao título das duas competições que disputa. Vou torcer, veementemente, por isso.

Todo trabalho sério deve ser coroado com taças. “Vai pra cima deles, Coelhão”.

Cruzeiro


Não adianta o torcedor se desesperar com mais um empate do Cruzeiro, tomando gol praticamente no último lance do jogo. Felipão chegou ao clube um pouco tarde. Deveria ter sido contratado bem antes.

Ele ainda está fazendo um bom trabalho, diante das circunstâncias. Subir era tarefa das mais difíceis, o que vai se concretizando a cada rodada. Parece mesmo que o destino será cruel com o multicampeão Cruzeiro. Dois anos na Série B será uma grande vergonha para este gigante do nosso futebol. Porém, é isso que se desenha.

Só um milagre faria o Cruzeiro voltar à elite na temporada que vem.

Quando foi contratado, tardiamente, eu disse que Felipão era técnico e não milagreiro. E o mais triste: vai amargar a Segundona no ano do centenário.

Um roteiro triste, que nem o torcedor mais pessimista teria imaginado.

Eu avisei


Quando Jorge Sampaoli foi contratado, em março, avisei que ele era um técnico comum, pois aos 60 anos tem apenas uma Copa América com o Chile, nunca foi convidado para dirigir Boca ou River, mesmo sendo argentino, fez um péssimo papel na seleção do seu país e no Sevilla foi um fiasco.

Fui contestado por alguns que de futebol pouco entendem.

Passadas 26 rodadas do Brasileirão, os que me criticaram, hoje estão concordando comigo. Tem até quem peça a saída do treinador.

Sampaoli é trabalhador, mas jamais conseguiu ajustar uma equipe em sua totalidade. No Santos, com o qual foi vice-campeão, tomava gols a torto e a direito e ficou com 16 pontos a menos que o campeão, Flamengo, ano passado.

Neste ano, ele teve uma vantagem ímpar: o Galo só disputa o Brasileirão e, mesmo com R$ 200 milhões em contratações, não conseguiu dar um padrão e equilíbrio ao seu time.

Aliás, tirando Marrony, as outras contratações foram bem ruins pelo valor que custaram. Arana é outro destaque, mas foi contratado antes de Sampaoli chegar.

Não acho que o Galo deva demitir o treinador, mas Sérgio Coelho, presidente eleito, que já dialoga com ele, vai chamá-lo para uma conversa olhos nos olhos. Se o Galo quiser ser protagonista na próxima temporada, Sampaoli terá que encontrar um equilíbrio para o time, a sua carreira e sua equipe.

O problema do Galo não foi a derrota para o São Paulo ou para outro grande, mas, sim, os pontos perdidos para Bahia, Fortaleza, Sport e outras equipes que não aspiram o título da competição. Pontos irrecuperáveis, que farão falta no cômputo geral.

O Galo ainda não disse adeus ao título, mas ficou muito difícil, faltando 12 rodadas, com 7 pontos atrás do líder.

A propósito, Renato Salvador, que será o homem-forte do futebol na gestão do novo presidente, já se movimenta, de olho no mercado, para buscar um camisa 9 e um 10, prioridades para Sérgio Coelho.

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