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Estado de Minas COLUNA DE JAECI CARVALHO

Sampaoli escala mal, Galo é goleado pelo São Paulo e fica distante do bi

A derrota pode ser creditada na conta de Sampaoli


16/12/2020 23:35 - atualizado 16/12/2020 23:39

A derrota pode ser creditada na conta de Sampaoli(foto: São Paulo/divulgação)
A derrota pode ser creditada na conta de Sampaoli (foto: São Paulo/divulgação)
O Atlético decepcionou sua torcida e foi goleado pelo São Paulo por 3 a 0, no Morumbi, se distanciando ainda mais do sonho do bicampeonato brasileiro. O time paulista chega aos 53 pontos e o Galo estaciona nos 46. E ainda tem o Flamengo, com 45 pontos e dois jogos a menos. 

O problema não foi a derrota desta quarta-feira para o São Paulo, pois no turno o Galo meteu 3 a 0, no Mineirão. Os pontos perdidos para times que não vão disputar a taça é que foram decisivos para um possível fracasso. O Atlético chegou a sua oitava derrota, e, normalmente, um time é campeão brasileiro com no máximo 5 derrotas.

Antes de o jogo começar, houve 1 minuto de silêncio pelas vítimas da Covid-19 e pelo falecimento do conselheiro nato, Francisco Moreno. Uma vitória do alvinegro era fundamental para encostar no líder e ficar a apenas um ponto, 49 a 50. 

Claro que o técnico, Jorge Sampaoli estudou o São Paulo há tempos. O time paulista perdeu apenas 3 partidas no Brasileirão e o Galo 7. Normalmente o campeão tem 4 ou 5 derrotas, mas esse é um campeonato atípico, onde na vigésima quinta rodada o líder tem apenas 50 pontos. 

Estranho Sampaoli começar a partida com Caleb e 3 zagueiros: Gabriel, Júnior Alonso e Ígor Rabelo. Sinceramente, não entendi. O tricolor paulista vem de derrota no clássico contra o Corinthians, quando jogou muito mal. Os dois times são muito ofensivos e não iriam fugir de suas características. 

Vargas teve a primeira boa chance. Chutou forte para boa defesa de Volpi. Daniel Alves deu o troco ao chutar de fora da área, com perigo. Allan pegou um rebote e chutou para fora. Brenner foi lançado, entrou na área e chutou na saída de Everson, que fez grande defesa. No rebote, Reinaldo chutou rente a trave. Dois grandes lances do São Paulo. 

Eu acho uma palhaçada essa linha de passe entre goleiros e zagueiros, ameaçados pelos atacantes adversários. Gente, tá apertado, rifa a bola. Não dá para brincar na pequena área. 

Guga continua o mesmo, sempre tocando bola para trás. Aos 24 minutos não teve jeito. Igor Gomes recebeu na entrada da área e soltou a bomba. São Paulo 1 a 0. 

Depois do gol o time paulista começou a mandar no jogo, tabelando e espremendo o Atlético. Num contra-ataque, Savarino chutou e Volpi defendeu firme. Keno arriscou também. Volpi estava seguro. Keno não tinha espaços para fazer suas jogadas pelas extremas. Daniel Alves bate falta e Everson faz grande defesa. E assim terminou o primeiro tempo. O Galo não teve aquele ímpeto de outros jogos. Muito passivo e sem iniciativa.

Vendo que tinha feito besteira, Sampaoli tirou Ígor Rabelo e pôs Alan Franco. A chuva caiu forte no segundo tempo. Caleb arriscou de fora da área. Volpi pegou firme. Vargas cabeceou forte, mas estava longe e Volpi não teve trabalho. Tchê Tchê chutou de fora da área e a bola foi por cima do gol. O Galo teve uma melhora. Gabriel Sara fuzilou e a bola bateu na zaga, indo a escanteio. O jogo era lá e cá. Sampaoli tirou Caleb, que nada fez, e pôs Sasha. Arana chutou forte. 
Volpi segurou firme. 

A marcação do São Paulo era muito forte e o Galo praticamente não conseguia criar pelas extremas.  Allan foi expulso por falta em Daniel Alves. Aos 37 minutos, o São Paulo fez o segundo. Ígor Gomes cruzou e Gabriel Sara entrou no primeiro pau, desviando para o gol. 2 a 0. 

No final, Toro fez o terceiro, fechando a tampa do caixão. 3 a 0 e goleada! A derrota pode ser creditada na conta de Sampaoli. Ele inventa a cada escalação, pondo 3 zagueiros para enfrentar apenas um atacante de ofício que o São Paulo tinha. Além disso, a entrada de Caleb foi desastrosa. Em nada acrescentou para o time mineiro. Eu avisei quando ele foi contratado. É bom técnico, mas inventa muito e não consegue equilibrar os setores de uma equipe. Nada como o tempo para mostrar a realidade.

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