Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Fim da linha para os técnicos brasileiros

"Vi muita gente criticando o rubro-negro por não dar a mínima aos técnicos brasileiros. O Flamengo está certíssimo"


05/08/2020 19:53

O espanhol Domènec Torrent substitui o português Jorge Jesus no comando do Flamengo(foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
O espanhol Domènec Torrent substitui o português Jorge Jesus no comando do Flamengo (foto: Alexandre Vidal/Flamengo)
 
O Flamengo atravessou o Atlântico e foi buscar o técnico espanhol, Domènec Torrent para a vaga de Jorge Jesus, que voltou para Portugal, onde vai dirigir o Benfica. Campeoníssimo no Brasil em um ano, JJ deixou um legado de um time ofensivo, com uma filosofia de jogo que encantou a todos. Como o Flamengo tornou-se um clube rico, com a parte financeira completamente ajeitada, não poupou esforços para assinar com o ex-auxiliar de Guardiola. Aliás, o técnico do City disse que o sucesso de sua carreira se deve ao ex-auxiliar. Vi muita gente criticando o rubro-negro por não dar a mínima aos técnicos brasileiros. O Flamengo está certíssimo. Só há dois técnicos no país capazes de assumir e fazer o mesmo que JJ fazia: Vanderlei Luxemburgo e Renato Gaúcho. O resto está ultrapassado, ricos, mas com comandos fracos e times sem perspectiva de grande futebol. Justamente essa análise fez com que os dirigentes rubro-negros apostassem em alguém que nada ganhou como treinador, mas que, como auxiliar, já tinha conceitos modernos na época do Barcelona. Por isso, ganhou tudo no clube catalão, mas os méritos foram dados somente a Guardiola. É sabido que na Europa os técnicos são uma espécie de managers. Quem treina as equipes são os auxiliares.
Vejam a que ponto chegou o nosso futebol da porrada, da retranca, da “matação” da jogada. É isso que a gente vê na maioria dos times daqui. Os treinadores ficaram ricos com esquemas grosseiros, sem qualidade, pulando de galho em galho, enganando aqui e ali. E os jovens, alguns até talentosos, se deixaram contaminar pela mediocridade, e não conseguem mudar a filosofia. Quem vê o Flamengo jogar percebe a intensidade, a busca pela bola, a forte marcação no campo do adversário e a entrega em busca do gol. Se o time faz um gol, quer dois, se faz dois, quer três, e assim por diante. Não é aquele time que joga por uma bola e que fica na retranca o resto do tempo. Não há mais espaço para amadorismo no Flamengo. Lá, quem negocia é o vice de futebol eleito, Marcos Brás, que é transparente nas negociações e que sempre visa o lado do clube. O Flamengo não tem diretor de futebol que faz rachadinha com empresários, numa promiscuidade que vem acontecendo há tempos. Cabe ao Ministério Público entrar nessa questão e pegar os bandidos que fazem isso. É só ligar uma ponta a outra e perceber que os clubes são lesados por esses caras, que enriqueceram em tão pouco tempo. Além de ganharem salários irreais, ainda tiram uma parte da grana do clube, quando dividem comissões com os agentes. É uma promiscuidade!

O futebol brasileiro parou no tempo e no espaço. Se antes nos gabávamos porque tínhamos um futebol altamente técnico, e superávamos os europeus no toque de bola, na genialidade, na qualidade técnica, hoje isso ficou para trás. Os times do Velho Mundo e seus treinadores nos superam em tática, força física e na técnica. Por isso, temo que fiquemos na fila por mais de 24 anos sem ganhar o Mundial. Com Tite e seus conceitos arcaicos, que privilegiam seus amigos Paulinho, Fernandinho, Renato Augusto, Daniel Alves e Thiago Silva, não chegaremos a lugar algum. Ele se nega a renovar seus conceitos sobre o futebol. Seu esquema tático é manjado e suas expressões para impressionar os jornalistas que o bajulam não colam mais. Palavras rebuscadas, algumas com o uso do português errado, para justificar fracassos e convocações. É verdade que temos apenas um craque, Neymar, e alguns bons jogadores. Mas uma seleção em que Coutinho é o principal articulador de jogadas não pode mesmo chegar a um título mundial. O cara é reserva por onde passa, mas no time do Tite é intocável!

Esse tipo de treinador está fadado ao fim. Vai conseguir enganar aqui ou ali, no dia em que sair da Seleção. Porém, o torcedor já o manjou. Sabe que o futebol da equipe Canarinho é pífio sob o comando dele. A Copa do Mundo da Rússia, na qual ele convocou jogadores machucados, nos deu uma prova do que estamos falando. Fernandinho, que já nos entregara em 2014, nos 7 a 1, assim como Paulinho, eram seus principais jogadores. O time teve dificuldades contra equipes de segunda linha do futebol mundial, como Suíça, Costa Rica e Sérvia. Ganhamos na bacia das almas! Por isso, meus amigos e minhas amigas, torçam para que os dirigentes do seu time pensem em buscar técnicos na Europa. Os daqui não servem mais, pois são preguiçosos, não conhecem esquema de jogo moderno, nem tampouco como fazer uma equipe produzir um grande futebol. São enganadores, ricos e soberbos, que não admitem aprender. Acham que sabem tudo e que são os donos da cocada preta. Por isso, o Flamengo está anos-luz à frente dos seus pares no futebol brasileiro. Tudo indica que vai brigar, com certa tranquilidade, pelos títulos que vai disputar. Se será campeão ou não, é outra história, mas tudo indica que sim. O Flamengo é o time a ser copiado, mas isso depende da cabeça dos dirigentes. A maioria é amadora e tão fraca quanto os treinadores. Tem presidente de clube que jamais deu um chute na bola, e não sabe nem se ela é redonda!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade