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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

A reta final da CPI da Covid e as investigações das irregularidades

Senador Renan Calheiros, relator da comissão, diz que continua investigando supostos crimes em ações contra a doença


07/10/2021 04:00 - atualizado 07/10/2021 07:17

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Senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid (foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID caminha para o final, mas é praticamente certo que ainda vai dar muito trabalho ao Judiciário, tantas são as notícias que chegam a envolver as falcatruas por descobertas. Ontem, por exemplo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) exibiu dossiê com denúncia à Agência Nacional de Saúde (ANS), que teria sido apresentada por uma médica contra a Prevent Senior ainda em abril de 2021. Em resposta, o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, afirmou que só tomou conhecimento do caso em 4 de outubro.

O senador também apontou o aumento, em 2020, das doações de empresas de saúde para o Partido Progressistas (PP). Randolfe destacou que uma das instituições doadoras é o grupo de planos de saúde Hapvida.

Melhor ele próprio detalhar, pelo menos este trecho: “É de conhecimento de todos que o Partido Progressistas, desde 2018, tem o controle da máquina da saúde pública do Brasil a partir do deputado Ricardo Barros”, ressaltou Randolfe, referindo-se ao líder do governo na Câmara dos Deputados, que pertence ao PP do Paraná e está na condição de investigado pela CPI da Pandemia.

Já o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI, avisou: ''Nós continuamos estudando e investigando. Não temos um número fechado, mas, com certeza, vamos passar de 40, podemos chegar a 50, mas não há ainda uma definição''. Só que, logo depois, voltou ao ataque.

O alvo tem assento no Palácio do Planalto. A CPI aprovou dois requerimentos do senador Randolfe Rodrigues. O primeiro prevê pedido de informações ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Já o segundo solicita informações aos laboratórios Pfizer e Janssen, ao Instituto Butantan e à Fundação Osvaldo Cruz sobre as tratativas do governo federal para o fornecimento de vacinas contra a COVID-19 para o ano que vem.

Já o outro requerimento é do senador Humberto Costa (PT-PE). Ele pede informações, para atendimento no prazo de até 10 dias, do Ministério Público do Amazonas sobre a suspeita de que a operadora de saúde Unimed Manaus teria pressionado médicos conveniados a aplicarem o chamado tratamento precoce para a pandemia.

Para encerrar, ''os países da América Latina, o que inclui o Brasil, fizeram grandes esforços para ajudar as famílias em meio à pandemia. Agora, o desafio é promover uma recuperação robusta que ofereça oportunidades de trabalho e feche as feridas abertas durante a crise''. Ou seja, não precisar mais de CPIs. É o que indica o relatório do Banco Mundial.

Fusão de partidos

Se considerados os números atuais dos dois partidos, a fusão entre DEM e PSL deixará o União Brasil com um total de 82 deputados. A segunda maior bancada é a do PT, com 53 deputados. Inclua ainda dois senadores do PSL e seis democratas, entre eles o presidente do Senado Federal, o mineiro Rodrigo Pacheco. E o presidente do DEM, o baiano ACM Neto, não perdeu tempo, voltou a deixar claro que o objetivo do novo partido é lançar um candidato próprio na próxima eleição. Foi uma derrota ao Palácio do Planalto. O único voto contra foi o do ministro Onyx Lorenzoni.

Sem contaminar

A Associação Médica Brasileira (AMB) lançou, ontem, o Núcleo de Atuação Parlamentar (NAP), que deve servir como ponte entre entidades médicas, senadores e deputados. “Não queremos nem teremos intermediários para conduzir ações junto aos deputados, à Frente Parlamentar. Não haverá contaminação qualquer, mantendo-nos sem viés político-ideológico e vacinados contra interesses outros”, alerta o presidente da AMB, César Eduardo Fernandes. Para registro, até agora esse papel era desempenhado exclusivamente pelo Instituto Brasil de Medicina (IBDM), criado em 2017.

310 a 142

Foi esse o placar aprovado no plenário, ontem, na Câmara dos Deputados, ao convocar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para prestar esclarecimentos sobre a revelação de que ele é sócio de uma empresa no exterior com patrimônio de US$ 9,55 milhões, ou seja, perto de R$ 51 milhões. As informações sobre a offshore de Guedes foram obtidas pelo projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Outras comissões também já tinham pedido a convocação. Pelo jeito, o ministro Guedes vai passar um bom tempo para dar explicações.

Bateu, levou!

''Será que o governador não está vendo que as pessoas estão fazendo filas para pegar ou comprar ossos em açougue? Será que o governador não tem ideia de tantas pessoas que estão em situação de insegurança alimentar grave, que atende pelo nome de fome? Será que o governador não tem compaixão?'' Tudo isso é do líder da oposição na Assembleia Legislativa (ALMG), André Quintão (PT), em resposta ao governador Romeu Zema (Novo), que havia afirmado que parte da população aproveitaria para usar o Auxílio Emergencial mineiro de R$ 600: ''Vão para o bar, para o boteco''.

A gratidão

A coluna agradece a elegância do leitor Naldi Joviano dos Santos: “Bom-dia, Baptista. Estou levantando a bandeirinha de impedimento para o ilustre editorialista a quem tenho o prazer de ler diariamente e há muitos anos. O presidente da CPI, Omar Aziz, é senador pelo Amazonas e, não, pelo Amapá, conforme constou da edição de ontem. O senador pelo Amapá é o também bravo e combatente Randolfe Rodrigues, talqualmente o Omar Aziz. Um grande abraço, acompanhado da reafirmação de minha admiração pelo trabalho do nobre jornalista”. Tem toda a razão o leitor. Errei!

PINGA FOGO

  • O fato é que o DEM e o PSL aprovaram, em convenções realizadas em Brasília ontem, a fusão dos dois partidos. Diante disso, surgiu a legenda denominada União Brasil e o número será o 44. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda precisa aprovar a nova sigla. Mas deve ser apenas praxe.

  • Em tempo, sobre a nota do placar 310 a 142: como tudo passa por Minas na política, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) alertou: “Paulo Guedes fez o aumento do IOF como ministro da Economia, mas ele não vai pagar. E ainda não quer prestar satisfação ao Parlamento”.

  • E tem mais: o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), voltou a falar que Paulo Guedes se dispôs a prestar esclarecimentos voluntariamente. Já o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) disse que a convocação virou “palanque, não há nada, absolutamente nada de ilegal”.

  • “Cerca de 100 milhões de brasileiros estão sem tratamento de água e esgoto adequados. E a falta de acesso a serviços básicos como esses coloca em risco a saúde da população, além de ser um problema ambienta.l” Quem destaca é o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

  • “A modernização do marco regulatório, no ano passado, tem se mostrado essencial para atrairmos investimentos privados, que vão permitir a universalização que estamos buscando”, completa o ministro. Sendo assim, basta por hoje. FIM!
 
 
 

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