
Em plena Sexta-feira da Paixão, não poderia ser uma coincidência bem apropriada. Afinal, são R$ 2 bilhões destinados às Santas Casas e hospitais filantrópicos. É de fato uma santa causa. A origem etimológica da palavra filantropia fala por si, significa “amizade pela humanidade”.
A Santa Casa de Belo Horizonte (BH) é atualmente o maior hospital filantrópico de Minas Gerais e prestador de serviços SUS do Brasil. Isso mesmo, aqui e no resto do país. E tem a sua totalidade de atendimentos voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Só em Minas Gerais, são 300 hospitais filantrópicos, com grande importância para a saúde da população, em especial a mais carente. Melhor tratar do que interessa de fato para a atual circunstância em que vive o país inteiro.
A instituição, isso mesmo, a Santa Casa de BH, vale ressaltar mais uma vez, tornou-se referência para o tratamento da COVID-19. Só que, nestes tempos atuais, ela enfrenta grandes desafios para a manutenção da operação dos seus mais de mil leitos, diante do aumento da utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros gastos necessários ao enfrentamento da pandemia.
O coronavírus não dá mesmo descanso. E custa caro. A manutenção diária de um leito de um Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI), para tratamento da COVID-19, gira em torno de R$ 2 mil. Isso mesmo, R$ 2 mil por dia. E está sempre precisando de ajuda.
A questão, no entanto, atinge o país inteiro, não só em Minas Gerais ou na capital mineira. É pelo país afora com a devida transparência, como não poderia deixar de ser. Melhor deixar claro de uma vez e repetir: com a devida transparência. É isso mesmo, o que deverão fazer o Ministério de Saúde e o Fundo Nacional de Saúde (FNS).
Para detalhar alguns pontos, basta começar com um suporte financeiro para o aumento de gastos que as entidades terão para enfrentar a pandemia de coronavírus, como a contratação e o pagamento dos profissionais de saúde.
O dinheiro poderá ser usado ainda para fazer as devidas adaptações para aparelhar e conseguir adequar, se for o caso, os leitos de terapia intensiva (UTIs), obtendo assim mais leitos para os doentes que necessitarem deles. E permite ainda recursos para a compra de equipamentos.
Por fim, para que fique claro, o projeto da Santa Causa, o das Santas Casas, já está nas mãos do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para a devida sanção. É certo que não vai demorar, né? Quem sabe uma publicação extraordinária no Diário Oficial da União resolva de uma vez?
A guerra
“Isso é uma guerra ideológica em cima disso, guerra de poder. Se o pessoal me ajudasse um pouquinho, não me atrapalhasse – não estou me refiro a A, B ou C –, o Brasil ia embora”, declarou o presidente para um grupo de apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. Como é que é? O Brasil iria embora para onde? Bahamas poderia ser uma sugestão. Que tal Nassau, onde navios cruzeiros costumam atracar? Quanto ao abecedário do presidente Bolsonaro, o melhor a fazer é deixar pra lá, não é mesmo?
O lamento
A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) lamenta que, mais uma vez, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tenha se manifestado para se contrapor à postura de prefeitos e governadores no enfrentamento ao novo coronavírus… Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras.
Logística
E, pelo jeito, com problemas. Assim temem os integrantes da Bancada Ruralista, que é pluripartidária. Claro que por causa da dificuldade no abastecimento de alguns locais. O motivo é que o fechamento de vários setores da economia provoca alguns problemas logísticos. Um dos exemplos é a restrição a feiras, a falta de peças de reposição e o fechamento de oficinas, o que impede o conserto de caminhões envolvidos no transporte de alimentos pelo país. E o Banco Central (BC) informa: a inadimplência dos produtores rurais no país com financiamento não pagos há mais de 90 dias para nove atividades somou R$ 3,4 bilhões.
Nota oficial
“O desembargador Carlos Moreira Alves, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, acatou recurso da Advocacia do Senado, em nome da Mesa do Congresso Nacional, e suspendeu a liminar que havia bloqueado os recursos do fundo eleitoral e partidário para que fossem aplicados, sem previsão em lei aprovada pelo Poder Legislativo, no combate à pandemia do novo coronavírus. A liminar havia sido concedida na terça-feira (7) pelo juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal.” Basta só um registro, fica clara a divisão dos Poderes. Nesta, o Judiciário acatou o Legislativo.
A despedida
Quem fez ontem foi o senador Prisco Bezerra (PDT-CE): “Foram meses de trabalho intenso que culminaram com o momento histórico em que vivemos, o mundo inteiro, e também no Congresso Nacional brasileiro. Foi um grande desafio fazer parte deste momento...” O fato é que, como suplente, ele exerceu o mandato em decorrência da licença do senador Cid Gomes, seu colega de partido, que reassume o mandato. E foi educado: agradeceu ao senador Cid Gomes (foto) pela “oportunidade, desejando sucesso no seu retorno ao Senado com sua saúde restabelecida e pronto para retomar sua luta em defesa dos interesses do Ceará”.
Pingafogo
• Se tudo na política tem de passar por Minas, melhor o registro oficial: 10h-10h30, Romeu Zema, governador do estado de Minas Gerais; Paulo Guedes, ministro de Estado da Economia; e Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República.
• Vale um registro: “Queremos fazer algo muito responsável. A curva de Minas Gerais, tanto de óbitos quanto de casos de coronavírus, tem se comportado de forma muito melhor do que outros estados”. A frase é do governador Romeu Zema (Novo).
• Antes, teve Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública. Depois do governador mineiro, a agenda informava: Braga Netto, ministro–chefe da Casa Civil da Presidência da República; e Tarcísio Gomes de Freitas, ministro de Estado da Infraestrutura.
• Nós do PDT entendemos que, se tivéssemos um governo forte e soberano, poderíamos sim cuidar da saúde das pessoas sem descuidar de assegurar medidas de renda mínima, de garantia de emprego, que pudessem garantir a dignidade das pessoas. Ainda do agora ex-senador Prisco Bezerra (foto).
• Sendo assim, melhor encerrar o mandato, ops, a coluna por hoje, desejando sorte ao ex-senador pedetista em seus próximos passos na política.
