Publicidade

Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Uma pandemia sem data para acabar

Basta um último registro:''militares tomam cloroquina quando vão para a Amazônia. Por que um paciente de COVID-19 não pode tomar", indagou Osmar Terra'


postado em 07/04/2020 04:00 / atualizado em 07/04/2020 07:12

Ministro da Educação, Abraham Weintraub(foto: flickr)
Ministro da Educação, Abraham Weintraub (foto: flickr)

Efeito Cebolinha. E foi ontem, em plena madrugada: “Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamente absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil”. Ainda da publicação do ministro da Educação, Abraham Weintraub.
 
O texto de Weintraub imitava a fala do personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, que, ao falar, troca a letra “R” pela “L”. O ministro ridicularizou o fato de alguns chineses, quando falam português, trocarem as duas letras, assim como o Cebolinha. Se a melhor defesa é o ataque...
 
“Tem uma rede de televisão que ela não sobrevive até 2023. Ela deve os tubos, porque não pagou imposto, não vai ter certidão negativa pra renovar concessão. Ou ela paga um buzilhão de imposto que ela nunca teve que pagar ou ela não renova concessão, porque não vai ter certidão negativa”, disse Weintraub, por conta da divulgação feita.
 
E tudo isso foi por causa do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e sua atuação nas redes sociais. Um post polêmico foi: “Tem um discurso feito para aproveitar a pandemia e tentar colocar na conta do presidente Bolsonaro. Seja para tentar retirá-lo do poder imediatamente, o que eles mais desejam, ou para desgastar até 2022”, disse o deputado.
 
Para que fique bem claro, a transmissão teve também a participação do ministro de Educação, Abraham Weintraub. Melhor então transmitir o que foi registrado na coluna de domingo: o Partido Novo já recebeu R$ 34 milhões em recursos do fundo partidário e tenta em vão devolvê-los desde o seu registro como partido, em 2015. E daí?
 
A resposta rápida é que o ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou conceder a liminar que foi pedida pelo Partido Novo para autorizar a destinação de R$ 34 milhões ao combate à pandemia do novo coronavírus (COVID). O ministro optou por enviar o processo para julgamento no plenário do TSE.
 
Para atualizar, bastaram os rumores de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderia demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para que a especulação fizesse com que ele ficasse na liderança dos assuntos mais comentados no Twitter Brasil.
 
Por fim, basta um último registro: “Os militares tomam cloroquina quando vão para a Amazônia. Por que um paciente de COVID-19 não pode tomar?”, indagou. E ele próprio, o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra, cotado para assumir o lugar de Mandetta, ao deixar o Palácio do Planalto por volta do início da tarde de ontem.
 
 

Primeiro elogiar


“Temos que nos afastar dos que pregam o ódio, que não assumem o interesse maior que é salvar as vidas. No Brasil, defendem o isolamento social o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta (DEM), o ministro da Justiça, Sérgio Moro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o vice-presidente, Hamilton Mourão. Será que a Organização Mundial da Saúde está errada? Será que ministros e secretários de Saúde de 56 países mundo afora estão errados? Será que um único presidente da República no mundo é o certo?” Começou bem, mas vale...

… depois ressaltar


É paulista mesmo o jeito tucano de ser do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Ele pretende prorrogar a quarentena no estado. Só que ela vale até o próximo dia 22. Ou seja, no dia seguinte ao feriado de Tiradentes. E isso sem contar que antes teve também a semana santa, com a sexta-feira da Paixão, a da crucificação. Deve ter sido coincidência, faz de conta que não foi de propósito as datas escolhidas a dedo.
 

Carga negativa

 
Não é só com a crise envolvendo o Palácio do Planalto e o ciúme por causa do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandeta (DEM). Aqui em Minas, o atual governo anda muito mal orientado. E um experiente parlamentar dá como exemplos as demissões dos agora ex-secretários Custódio Mattos (foto) (PSDB) e Bilac Pinto (DEM). O motivo é que o próprio governador Romeu Zema pretende seguir o Novo do seu partido. “Não querem mesmo, muito menos adaptar. Preferem novos métodos e renegar o passado. O resultado é queimar as pessoas que não rezam na mesma cartilha. 
 

Paixão de Cristo

 
Antes do feriado, pelo menos, para os funcionários da segurança pública e da saúde, nestes tempos de coronavírus, uma boa notícia. Eles receberão os salários integrais antes do feriado da sexta-feira da Paixão. O anúncio vem do Governo de Minas. O governador Romeu Zema (Novo) continua mantendo a sua postura de colocar o próprio nome, mesmo quando se trata, pelo menos para uma parcela do funcionalismo, nas notícias. Já que o restante do funcionalismo nem previsão tem, faz sentido, né?
 

Vale repetir

 
Nada educado ele foi. Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos? Começou assim, mas teve mais: “Quem são os aliados no Brasil do plano infalível do Cebolinha para dominar o mundo?”, questionou nada menos que o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Se ironizou os chineses, vale a pergunta: E a economia.? Resposta rápida: ridículo é ele, o ministro da Educação, ao atacar e ridicularizar os chineses. O ministro da Economia, Paulo Guedes, não deve ter gostado… 
 

Pingafogo

 
 “Tenho dúvida se algum tribunal vai validar decisão do governo federal – não que contrarie uma decisão ou outra de um estado – que contrarie orientações da OMS”… Começou 
assim o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

E ele acrescentou: “Acho que nenhum juiz do STF vai validar esse entendimento. Esse tipo de refrega acaba sendo inútil”. O ministro Gilmar contrariou a Advocacia–Geral da União (AGU), a do governo federal, que tinha alegado seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ora, quem diria? O governo federal até teve, pelo menos, uma chance de comemorar. As exportações brasileiras de soja alcançaram média de 829,5 mil toneladas por dia na primeira semana de abril.

O fato é que o desempenho da exportação de soja foi quase o dobro da média diária de abril de 2019, isso mesmo, na comparação com abril do ano passado. O detalhe, não dá para resistir, é que boa parte foi um verdadeiro negócio da China.

Sendo assim, é melhor encerrar por aqui, com, pelo menos, uma boa notícia. A semana está apenas começando, vale a torcida para que outras boas notícias possam vir. Um bom dia a todos. 
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade