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Estado de Minas MERCADO S/A

Para economistas, Brasil terá dificuldade para fechar contas no azul

A história mostra que os governos petistas são pródigos em ampliar as despesas públicas, e tudo indica que mais uma vez não será diferente


28/09/2023 04:00 - atualizado 28/09/2023 09:05
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Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto: Diogo Zacarias/Divulgação)
Ninguém no mercado financeiro acredita na possibilidade de o Brasil zerar o déficit fiscal em 2024, conforme promessa feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (foto), e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. E por duas razões principais: a queda da arrecadação federal, que recuou nos últimos três meses, e a pouca disposição do presidente Lula para cortar gastos. A história mostra que os governos petistas são pródigos em ampliar as despesas públicas, e tudo indica que mais uma vez não será diferente. Resta saber até quando Haddad insistirá na defesa do déficit zero – um objetivo nobre e defensável, mas difícil de ser alcançado dado o cenário atual. Na realidade, a maior parte dos economistas acredita que as contas públicas fecharão no vermelho em todos os anos da gestão Lula, que se estenderá até 2026. Uma corrente ainda mais radical acha que apenas a partir de 2030 haverá alguma chance de o país trabalhar no azul.

Haddad ainda mantém apoio do empresariado

Apesar dos percalços na economia, uma boa parte dos empresários reluta em criticar o trabalho de Fernando Haddad. Seu nível de aprovação à frente da Fazenda já foi maior, mas é consenso que, entre os quadros do PT, ele certamente está entre os nomes mais sensatos. Haddad também impressiona interlocutores com o discurso em defesa da responsabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas. Falta colocar boas ideias em prática, para que sua gestão não fique marcada como uma oportunidade perdida.

Novas ligas do futebol brasileiro não avançam

As discussões sobre a criação de novas ligas do futebol brasileiro esfriaram nas últimas semanas. Questões financeiras atrasaram as tratativas, pois há discordância entre os clubes e os investidores sobre os valores que serão desembolsados. Favorita a ser o modelo escolhido, a Libra propõe um sistema de receitas baseado na seguinte fórmula: 40% dos valores dos contratos de transmissão serão divididos de forma igualitária entre os clubes, 30% por desempenho esportivo e 30% por engajamento.

Sou a favor do aumento da arrecadação sobre os super-ricos

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central


Dólar sobe e ameaça férias no exterior

Algumas semanas atrás, analistas disseram que o dólar perderia força até o final do ano e que seria improvável que a sua cotação fechasse acima de R$ 5 em 2023. Pois bem, a moeda americana foi negociada ontem a R$ 5,047, o maior patamar desde maio passado. A perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos aumenta os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, o que valoriza a divisa do país. A continuar nesse ritmo, os brasileiros pagarão caro para passar as férias de fim de ano na Disney.

Rapidinhas

  • O Grupo Nexxees, holding de empresas que abrange os setores financeiro, de saúde e logística, lançou nesta semana a gestora de crédito N4. Segundo a Nexxees, a ideia é oferecer soluções de crédito para empreendedores, principalmente os donos de pequenos e médios negócios, que sofrem para acessar os recursos dos bancos tradicionais.
  • A brasileira Avibras, maior empresa privada de sistemas de defesa do Brasil, assinou um acordo de cooperação com espanhola New Technologies Global Systems (NTGS). A parceria permitirá que a Avibras, que está em recuperação judicial, se candidate como fornecedora de equipamentos para o exército espanhol.
  • Os marketplaces de vestuário são onipresentes no mercado brasileiro. Uma nova pesquisa feita pela consultoria Brain Inteligência Estratégica constatou que 64% dos consumidores do país realizam compras de roupas em marketplaces asiáticos como Shopee, Shein e AliExpress pelo menos uma vez por mês. O alto percentual impressiona.
  • A inovação virou uma das marcas registradas do agronegócio brasileiro. Segundo o Radar Agtech, levantamento feito pela Embrapa, o Brasil possui 1.703 startups dedicadas ao setor – é um dos maiores ecossistemas de inovação para o agro no mundo. São as agtechs que desenvolvem as novas tecnologias que serão aplicadas no campo.

2,7 milhões

de empresas foram abertas no Brasil entre janeiro e agosto de 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Com isso, o saldo positivo – a diferença entre aberturas e fechamentos – do ano é de 1,2 milhão de companhias



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