Motorista de aplicativo é indiciado por importunação sexual em BH
O caso aconteceu em outubro de 2025. As investigações da Policia Civil foram concluídas nesta quinta-feira (26/2) e encaminhadas para o Ministério Público
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Um motorista de transporte por aplicativo, de 41 anos, foi indiciado por importunação sexual contra uma passageira, em Belo Horizonte, após investigação concluída pela Polícia Civil (PCMG), nesta quinta-feira (26/2). O crime aconteceu em 18 outubro de 2025, durante uma corrida de motocicleta, quando o homem teria tocado a vítima sem o consentimento dela. O caso foi encaminhado ao Ministério Público (MPMG) para análise da denúncia.
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De acordo com a delegada responsável pelo caso, Larissa Mascotte, a vítima solicitou uma corrida por aplicativo na modalidade motocicleta. Durante o trajeto, o autor teria pedido a ela para segurar em sua cintura para manter o equilíbrio. Ao fazer o que ele pediu, o homem pegou a mão dela e colocou em suas partes íntimas.
Ainda segundo a delegada, a mulher reagiu imediatamente, retirando a mão. Em seguida, o suspeito teria questionado se ela teria “ficado bravinha”, de forma debochada. "Ela ficou muito amedrontada, o autor então evidenciou nervosismo e passou a dirigir a motocicleta de maneira acelerada até o destino final, aumentando a sensação de insegurança da vítima", declarou.
Depois do ocorrido, a passageira contou o que aconteceu para o irmão, que entrou em contato com o motorista por meio de mensagens para questioná-lo. Segundo a delegada, o motociclista confessou e pediu desculpas. “Os prints das mensagens foram anexados ao procedimento, e foi formalmente comprovado que o número de telefone pertencia ao autor”, explicou Mascotte.
Durante o interrogatório, o suspeito ficou em silêncio. Mesmo assim, as provas reunidas pela polícia foram suficientes para indiciá-lo pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, cuja pena varia de um a cinco anos de reclusão.
O homem não tinha registro criminal antes desses fatos. "Ao que tudo parece, ele se aproveitou realmente desse momento, para poder praticar esse ato sexual sem o consentimento da vítima e acreditando, sobretudo, na impunidade desse ato", disse a delegada.
Crime
A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante porque a vítima procurou a corporação três dias após o crime. Também não foram identificados requisitos legais para a decretação de prisão preventiva. “O inquérito foi concluído com o indiciamento e encaminhado ao Ministério Público, a quem compete a análise acerca da denúncia”, afirmou Mascotte.
Ao fim da coletiva, a delegada Larissa Mayerhofer destacou a importância da denúncia em casos de violência. “Se você foi vítima de violência contra a mulher, presenciou ou tem conhecimento, denuncie! A denúncia é um importante instrumento para que ciclos de violência sejam quebrados e para que a Polícia Civil possa promover a responsabilização criminal de agressores."
Denúncias devem ser feitas pelo180 (Central da Mulher) ou 190 (Polícia Militar); ambos os telefones funcionam 24 horas por dia. Ou, se preferir, procure uma delegacia mais próxima.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata