CRIME PREMEDITADO

Vídeo: PC recupera imagem do celular de corretora morta em Caldas Novas

Daiane Alves de Souza foi morta pelo síndico do prédio onde morava. Antes de morrer, mineira gravou vídeo mostrando que a energia de seu apartamento foi cortada

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) conseguiu recuperar as imagens do aparelho celular da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, morta no prédio em que morava em Caldas Novas, Goiás, em 17 de dezembro de 2025.

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O vídeo foi divulgado durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (19/2), e mostra o momento em que a mineira de Uberlândia (Triângulo Mineiro) foi atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira. “E demonstra, de forma clara, como o crime foi praticado mediante uma emboscada premeditada”, Fafirma o delegado André Luiz Barbosa.


Após a prisão do síndico, os policiais identificaram o local em que o aparelho celular da vítima foi descartado: uma caixa de esgoto. Segundo a PCGO, o celular ficou no local por 41 dias. 


Nas imagens, é possível ver a corretora saindo do elevador e indo em direção à área onde ficavam os disjuntores de energia dos apartamentos. O síndico aparece de relance em um momento e, quando ela consegue identificar o quadro de energia referente ao seu apartamento, a corretora verbaliza: “O síndico está aqui embaixo.” Em seguida, é possível ouvir os gritos de Daiane e perceber que ela é agarrada por trás.


O delegado destacou que pelas imagens fica claro que o síndico já aguardava a corretora de imóveis e usava luvas. “Tratou-se, de fato, de um homicídio premeditado, com uma emboscada deliberada, em que ele desligou o padrão de energia para que ela descesse ao subsolo. A incapacitou, retirou do local e a executou com dois disparos de arma de fogo”, afirmou o delegado. 


Segundo ele, era para ser um crime sem testemunhas, já que foi executado em um ponto cego do sistema de videomonitoramento para emboscar e depois matar a corretora. “Os vídeos que ela gravou foram fundamentais para entendermos porque ela tinha descido ao subsolo. E depois ela conseguir gravar a própria dinâmica de sua morte”, frisou. 


Como foi o crime? 


Em 28 de janeiro, Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, foi preso temporariamente. Ele confessou que matou a vizinha e indicou, aos policiais, o local que ocultou seu corpo em uma área de mata às margens da rodovia GO-213, a 15 quilômetros de distância da área urbana. Por se tratar de um local com vegetação fechada, foi preciso o apoio de um helicóptero da Polícia Civil.

A apuração do caso foi conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas. Durante coletiva de imprensa, o delegado André Luiz Barbosa afirmou que ao longo dos mais de 40 dias de trabalho, as equipes ouviram 22 pessoas. Dessas, quem tinha os meios e a motivação para cometer um crime contra a vítima seria Cléber.

Segundo ele, a análise de imagens de câmera de segurança do condomínio mostraram, também, que nenhum estranho passou pelas portarias, reforçando ainda mais a teoria de ser alguém de dentro do empreendimento. “A investigação demonstrou que apenas alguém com autorização de acesso ao prédio, controle do sistema e conhecimento da rotina poderia cometer o crime sem ser visto”, afirmou.

Apesar da indicação do principal suspeito, a dinâmica do crime ainda não foi totalmente esclarecida. Os investigadores afirmam que a análise de câmeras de segurança mostraram que Daiane foi surpreendida pelo investigado assim que saiu do elevador e teria sido morta em um intervalo de oito minutos. Isso porque uma moradora passou pelo subsolo vinte minutos depois e não notou nenhum movimento suspeito.

“Trabalhamos com as imagens dos elevadores e do acesso ao subsolo, que é restrito a pedestres. Estabelecemos que o crime ocorreu em um intervalo máximo de oito minutos, sem fluxo de terceiros”, explicou Barbosa.


Causa da morte


O corpo da mineira foi encontrado em avançado estado de decomposição e, por isso, precisou passar por exames mais detalhados para identificar a causa da morte. Durante as perícias, um projétil de arma de fogo foi encontrado alojado no crânio da vítima. Em nota, a PCGO informou que há elementos que indicam a ocorrência de disparo, mas mais informações só serão repassadas conforme avanço das investigações. A arma do crime ainda não foi encontrada.

Além do síndico do prédio, apontado como autor do homicídio, o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi detido. Ele é investigado por obstrução de justiça, por ter ajudado o pai a ocultar provas do crime. Mesmo com as prisões, a dupla ainda não foi indiciada. Os dois passaram por audiência de custódia, que avalia se o cumprimento do mandado de prisão temporária foi efetuado sem intercorrências, e tiveram as detenções mantidas.

Em nota, o advogado de Cleber informou que seu cliente já prestou depoimento à polícia e “mantém a postura de contribuir para o esclarecimento dos fatos”. Já a defesa de Maicon afirmou que o também corretor não possui nenhum envolvimento, “direto ou indireto”, com o crime.

De acordo com a nota, enviada pelo advogado Luiz Fernando Izidoro Monteiro e Silva, depois de sua audiência de custódia, Maicon prestou depoimento à PCGO e colaborou “ativamente com a elucidação dos fatos” e negou qualquer participação na morte de Daiane.

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“A defesa técnica reitera sua confiança no Poder Judiciário e informa que já está adotando todas as medidas processuais cabíveis para restabelecer a liberdade de Maicon Douglas o mais breve possível, garantindo o respeito às garantias constitucionais e à verdade real”, concluiu o defensor.

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