S&P rebaixa nota de crédito do BRB
Agência alertou que o enfraquecimento financeiro do Governo do Distrito Federal pode limitar a capacidade de apoio à instituição. Novo rebaixamento acrescenta mais um problema para o banco
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A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou os ratings de crédito do BRB (Banco de Brasília) na escala nacional e alterou a perspectiva da instituição de estável para negativa. A decisão, divulgada nesta sexta-feira (5/6), foi atribuída à deterioração das condições financeiras do Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do banco, e ao entendimento de que a situação fiscal do executivo local pode limitar a capacidade de apoiar a instituição em eventuais necessidades futuras.
Com o novo rebaixamento, o rating de longo prazo do BRB na Escala Nacional Brasil caiu de “brAA-” para “brA+”, enquanto a nota de curto prazo foi reduzida de “brA-1” para “brA-2”. Na escala global, os ratings foram mantidos em “BB/B”, mas a perspectiva passou de estável para negativa, indicando a possibilidade de novos rebaixamentos caso o cenário financeiro do GDF se deteriore.
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Segundo a S&P, o principal fator para a mudança foi o enfraquecimento das finanças do GDF. Como o governo distrital detém mais da metade das ações do BRB, a agência considera que a saúde financeira do Executivo local influencia diretamente a avaliação do banco. A análise aponta que a situação fiscal do Distrito Federal pode restringir a capacidade de oferecer suporte extraordinário ao BRB em momentos de necessidade.
A agência também destacou que o BRB possui uma posição de negócios considerada “fraca”, principalmente por seu perfil regional e concentração de operações. Com cerca de R$ 12,9 bilhões em ativos em setembro de 2014, o banco ocupava a 33ª posição entre as instituições financeiras do país e detinha menos de 0,2% de participação no sistema financeiro nacional.
Apesar disso, a S&P reconheceu fatores positivos na operação do banco. Entre eles estão a estabilidade da base de clientes, formada majoritariamente por servidores públicos e fornecedores do governo, a atuação em uma unidade da federação com elevada renda per capita e a condição de agente financeiro oficial do Distrito Federal, o que contribui para custos de captação mais baixos e maior previsibilidade dos negócios.
Na avaliação da agência, a posição de risco do BRB permanece “adequada”. O relatório ressaltou que o banco possui histórico favorável de qualidade da carteira de crédito, impulsionado pela forte presença de empréstimos consignados, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. Esse modelo costuma apresentar menor índice de inadimplência quando comparado a outras linhas de crédito.
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Para os próximos 18 meses, a perspectiva negativa indica que a S&P poderá promover novos rebaixamentos caso as finanças do GDF não melhorem, especialmente em relação à liquidez. A agência também citou a possibilidade de uma nova revisão caso haja piora na qualidade dos ativos do BRB ou redução consistente de seus indicadores de capitalização.
Na última terça-feira, o GDF enviou à Câmara Legislativa (CLDF) um Projeto de Lei solicitando aprovação para a aquisição de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a fim de socorrer o BRB. O empréstimo a ser tomado com o FGC terá o valor de R$ 6,6 bilhões e foi costurado por meio de um acordo entre o GDF, o BRB e a União,homologadopelo Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta encontra resistência na Câmara e ainda não foi levada a plenário.
O Correio entrou em contato com o BRB e o GDF, para comentarem sobre o rebaixamento, e aguarda resposta. O espaço segue aberto.
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A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou os ratings de crédito do BRB (Banco de Brasília) na escala nacional e alterou a perspectiva da instituição de estável para negativa. A decisão, divulgada nessa sexta-feira (5/6), foi atribuída à deterioração das condições financeiras do Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do banco, e ao entendimento de que a situação fiscal do Executivo local pode limitar a capacidade de apoiar a instituição em eventuais necessidades futuras.