A diretoria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já trabalha com um cenário de redução da conta de energia a partir do fim de maio, quando a concessionária terá a palavra final da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a revisão das tarifas da empresa. O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Cemig, Fabiano Maia Pereira, informou nesta quarta-feira que a concessionária inicia em abril às conversas com a Aneel em torno do reajuste tarifário.
Com a renovação do contrato de concessões da Cemig com a União, a data do reajuste ou revisão para a Cemig, passou de 8 de abril para 28 de maio. "A partir daí vamos ver às premissas para o reajuste. No todo deve ser reduzida a conta para o consumidor, tendo em vista às chuvas que foram um pouco superiores à estimativa inicial no ano passado", afirmou Fabiano Pereira.
A Aneel confirmou ontem a mudança no sistema de bandeiras tarifarias a troca da bandeira vermelha para a verde em abril. O reajuste a ser aplicado às tarifas da Cemig, seja para cima, seja para baixo, terá efeitos a partir de julho.
Ao divulgar o resultado de 2015 da Cemig, o diretor de finanças anunciou que a companhia pretende se desfazer de ativos, o chamado desinvestimento, nos quais não participar do controle acionário. A medida faz parte da estratégia da Cemig de manter foco no seu negócio principal, de geração, transmissão e distribuição de energia.
"Ao investir, termos o controle nas empresas em que entranos passa a ser meta para novos investimentos. Buscaremos sair dos que não temos cintrole ou co-controle", disse Fabiano Pereira.
O executivo preferiu não mencionar de quais ativos a empresa pretende se desfazer em 2016. O plano estratégico para o ano ainda será encaminhado ao Conselho de Administração. Entre investimentos nos quais a Cemig não tem controle estão às usinas de Santo Antônio e Belo Monte no Norte.
Lucro cai em 2015
A estatal mineira encerrou o ano de 2015 com um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, 20,6% menor do que o alcançado em 2014. A receita líquida alcançou a cifra de R$ 21,3 bilhões, aumento de 8,9% na comparação com 2014. Por sua vez, o Lajida (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) no ano passado apresentou uma redução de 22,44% na comparação com 2014, passando de R$ 6,4 bilhões para R$ 4,9 bilhões.
Um dos principais fatores que impactaram negativamente no lucro, segundo a Cemig foi a Provisão da Opção de Venda, concedida ao Fundo de Participações Redentor, da totalidade das ações da Parati de propriedade do Fundo. A Parati é uma sociedade por meio da qual a Cemig e o Fundo Redentor detêm participações em duas empresas – Redentor Energia e Luce Empreendimentos e Participações (Lepsa) –, que correspondem, por sua vez, à participação indireta da companhia na Light. O déficit de geração hídrica e o menor valor médio do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que passou de R$ 688,89 em 2014 para R$ 287,20 no ano passado, também impactaram o resultado.
