CRIME

CSI da vida real: 5 tecnologias usadas pela perícia em Minas Gerais

Do luminol a softwares de análise de DNA, conheça os equipamentos e técnicas que auxiliam a Polícia Civil mineira a resolver os crimes mais complexos

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A recente descoberta de uma blusa com manchas de sangue em uma caçamba de Belo Horizonte, durante a investigação da morte de um casal de idosos, coloca em destaque o trabalho minucioso da perícia. Para confirmar se o material é uma prova decisiva, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) utiliza um conjunto de tecnologias avançadas, capaz de transformar vestígios invisíveis em respostas concretas para os crimes mais complexos.

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As tecnologias descritas são amplamente utilizadas por perícias criminais no Brasil, incluindo casos investigados em Minas Gerais. Essas ferramentas, que parecem saídas de séries de ficção científica, são utilizadas por equipes periciais e essenciais para a construção de provas robustas. Elas permitem analisar desde uma gota de sangue até dados apagados de um celular, traçando o caminho que leva aos culpados. Conheça cinco dessas tecnologias fundamentais.

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Tecnologias que desvendam crimes

Luminol: Famoso na cultura pop, o luminol é um reagente químico que brilha em contato com o ferro presente na hemoglobina do sangue. Sua aplicação é crucial em cenas de crime que foram limpas, pois consegue revelar traços de sangue mesmo em quantidades mínimas ou que não são visíveis a olho nu, indicando onde a violência ocorreu.

Fontes de luz forense: Estes equipamentos emitem luzes em diferentes comprimentos de onda. Cada tipo de luz faz com que materiais específicos, como sêmen, saliva, fibras de tecido e impressões digitais latentes, brilhem de forma distinta. A técnica permite localizar e fotografar evidências sem contaminar a amostra.

Análise de DNA: Considerada uma das provas mais confiáveis, a análise genética vai muito além da coleta. Softwares avançados são usados para decodificar o perfil genético extraído de amostras biológicas e compará-lo com bancos de dados de suspeitos e vítimas. Essa tecnologia pode vincular uma pessoa a um local com altíssima precisão.

Sistema de Identificação Balística: Quando uma arma de fogo é disparada, ela deixa marcas únicas no projétil e no estojo da munição, como uma assinatura. O Sistema de Identificação Balística (IBIS) fotografa essas marcas em alta resolução e as armazena em um banco de dados. O programa cruza as informações e pode conectar a mesma arma a diferentes cenas de crime.

Perícia em dispositivos digitais: Celulares, computadores e contas em nuvem guardam um rastro completo da vida de uma pessoa. Peritos utilizam equipamentos e softwares específicos para recuperar dados apagados, como mensagens, fotos, histórico de localização e registros de chamadas. Essas informações são vitais para reconstruir os últimos passos de uma vítima ou a movimentação de um suspeito.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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