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Tremor involuntário nas pálpebras: qual a relação com o estresse?

O quadro costuma durar dias ou semanas e, geralmente, pode ser revertido com ajustes no estilo de vida

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A campanha Janeiro Branco reforça a importância de cuidar da saúde mental. Um sintoma considerado um sinal silencioso de sobrecarga emocional é a mioquimia palpebral, conhecida pelo tremor involuntário nas pálpebras, que possui relação direta com o estresse. 

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“Essa condição é considerada um dos primeiros sinais físicos de que o indivíduo está sob uma carga excessiva de esgotamento ou ansiedade. É o corpo emitindo um alerta de sobrecarga emocional e mental”, explica Jacqueline Ladeia, oftalmologista do Hospital de Olhos Oftalmos.

 

Hábitos de vida 

Segundo a especialista, o tremor involuntário nas pálpebras é causado por pequenas contrações repetitivas e involuntárias do músculo orbicular, responsável pelo fechamento dos olhos. Na grande maioria dos casos, a mioquimia é benigna, embora esteja associada a fatores como estresse e qualidade de vida. 

Alguns alimentos e hábitos também podem aumentar a excitabilidade muscular e nervosa, como:

  • Cansaço
  • Privação de sono
  • Consumo excessivo de cafeína
  • Álcool
  • Substâncias estimulantes

"A fadiga ocular, resultante de longos períodos em frente a telas, também pode desencadear a mioquimia”, explica.

Quanto tempo dura o tremor? 

A oftalmologista destaca que o quadro costuma durar dias ou semanas e, geralmente, pode ser revertido com ajustes no estilo de vida. No entanto, caso o tremor persista ou se intensifique, é fundamental procurar um especialista.

“Se o tremor se espalhar para outras partes do rosto, como bochecha ou boca, pode ser sinal de espasmo hemifacial. Além disso, a presença de sintomas associados, como vermelhidão, inchaço, dor, secreção, queda da pálpebra ou qualquer alteração visual exige avaliação imediata”, alerta Jacqueline.

 

Outro ponto de atenção é quando o tremor impede o paciente de abrir os olhos, condição conhecida como blefaroespasmo. “Nesses casos, o tratamento indicado é a aplicação de toxina botulínica nos músculos palpebrais. Trata-se de um procedimento seguro e eficaz, realizado pelo oftalmologista, que paralisa temporariamente os músculos hiperativos e devolve qualidade de vida ao paciente”, acrescenta.

Relaxar é o melhor remédio

A prevenção ou redução da mioquimia está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis. “É essencial gerenciar o estresse por meio de práticas de relaxamento, como meditação ou mindfulness; manter uma boa higiene do sono, garantindo o descanso adequado; além de moderar o consumo de estimulantes, manter boa hidratação e uma alimentação equilibrada”, orienta a especialista.

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Em alguns casos, a lubrificação ocular pode ser indicada após avaliação clínica. “A mioquimia é um lembrete do corpo. Ouça esses sinais e cuide da sua saúde mental e visual”, enfatiza.

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