Mudança na rotina: constipação infantil é comum nas férias escolares
Mudanças na rotina durante o período de férias podem impactar o funcionamento intestinal das crianças, o que exige mais atenção de pais e cuidadores
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Com a chegada das férias escolares, é comum que a rotina das crianças mude, o que influencia alimentação, hidratação, atividades físicas e até a regularidade de ida ao banheiro. Essa combinação pode afetar diretamente o funcionamento intestinal e exige maior atenção dos pais à constipação infantil.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a condição está presente em até 25% das consultas em gastroenterologia pediátrica e corresponde a cerca de 3% das consultas de rotina nos consultórios. Apesar de frequente, ainda é um tema cercado por tabus e desconhecimento, o que pode atrasar a busca por orientação adequada.
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Mesmo sendo comum, a constipação ainda é cercada por desconhecimento ou vergonha, o que muitas vezes leva à demora na busca por ajuda. No entanto, cerca de 14% a 36% das crianças e adolescentes são afetadas por essa condição, com maior incidência entre os dois e quatro anos – faixa etária em que elas não conseguem buscar ajuda por conta própria.
Além do impacto na qualidade de vida, a constipação pode causar desconforto abdominal e repercussões psicossociais. Por isso, é essencial que pais e cuidadores estejam atentos e se sintam à vontade para falar sobre o assunto, buscando conhecimento e apoio profissional em prol do bem-estar das crianças.
“A constipação intestinal na infância normalmente está relacionada a fatores alimentares (dieta com poucas fibras), falta de rotina na vida da criança e também pode estar relacionada a questões psicológicas”, diz o pediatra Gabriel Striker.
Alguns sintomas que podem ajudar os pais a reconhecerem o quadro de constipação infantil são: gases, fezes com odor forte e/ou textura irregular das fezes, retenção, dor, distensão ou desconforto abdominal, falta de apetite, baixa energia e/ou mudança no humor e sensação geral de mal-estar.
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A prevenção e o tratamento envolvem uma combinação de hábitos saudáveis, como a ingestão adequada de fibras e líquidos, prática de atividades físicas, além do acompanhamento profissional. Crianças com constipação podem apresentar vergonha, medo ou ansiedade em relação ao uso do banheiro, além de problemas de autoestima e dificuldades de socialização. Por isso, quanto mais cedo o diagnóstico, mais efetivo o cuidado e menor o impacto na qualidade de vida da criança.