O senador Flávio Bolsonaro planeja atuar na advocacia ou no setor empresarial nos Estados Unidos para sustentar a família caso decida permanecer fora do Brasil. O parlamentar deixou o território nacional após descumprir ordem judicial e tratou de sua subsistência em entrevista concedida ao jornalista Glenn Greenwald.
Com 24 anos de carreira política, o congressista explicou que dispõe de reservas para o estágio inicial. No entanto, precisará de trabalho se a estadia se prolongar, tendo afirmado que sua maior receita "atualmente não é da política, é da iniciativa privada, como advogado".
Planos profissionais e custos no exterior
Para garantir a permanência no país norte-americano, o senador estuda alternativas de trabalho:
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atuação jurídica: admitiu que ainda desconhece as normas locais para exercer a profissão nos Estados Unidos.
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iniciativa empresarial: opção de atuar na Bravo Grafeno, companhia que fabrica capacetes utilizando o material no Brasil.
A definição sobre o local de residência definitiva da família continua em aberto. Ao lado da esposa, Fernanda, e das filhas, o congressista analisa despesas e destacou que Miami apresenta custos elevados para alimentação e moradia, embora mantenha economias suficientes para a fase atual.
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Motivos da viagem aos Estados Unidos
O deslocamento ocorreu após o segundo turno das eleições presidenciais, no qual foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. No dia seguinte à votação de 25 de outubro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou a retenção de seus passaportes e impediu sua saída do país.
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Com receio de sofrer prisão preventiva, o senador desrespeitou a ordem e viajou com a mulher sem alertar aliados políticos, ingressando nos Estados Unidos em 28 de outubro após passar por Argentina e Equador. Ao jornal "The New York Times", disse que levaria detalhes do trajeto "para o túmulo" e repetiu dúvidas infundadas sobre a eleição.
Atuação legislativa e situação migratória
Flávio Bolsonaro planeja cumprir as atribuições parlamentares até o término do período legislativo, em janeiro de 2027. O objetivo envolve participar de votações e debates de forma virtual, recurso aplicado recentemente durante a deliberação da PEC da Segurança Pública.
O parlamentar negou ter recebido suporte diplomático de Israel, Argentina ou dos próprios Estados Unidos na viagem. Também omitiu os responsáveis pelas despesas para não atrair investigações sobre terceiros.
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A volta ao Brasil depende da existência de garantias de imparcialidade jurídica, segundo declarou o senador ao acusar Moraes de perseguição sem apresentar provas. A definição do seu status migratório com o governo americano deve ocorrer nos próximos dias.
