O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) afirmou que não pretende assumir nenhum ministério no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, as obrigações burocráticas e as exigências de um cargo no Executivo limitariam sua liberdade de atuação política. O nome de Janones passou a ser cotado para integrar o governo após sua participação na campanha do segundo turno das eleições presidenciais.
“Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, declarou Janones em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida nesse domingo (1º/11).
O deputado comandou, fora da estrutura oficial da campanha, o canal “Exército de Lula”, que ultrapassou a marca de 10 milhões de seguidores. A atuação do parlamentar na mobilização digital em favor da reeleição do presidente ganhou destaque durante o segundo turno.
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Na madrugada desta segunda-feira (2/11), momentos após a exibição da entrevista, Janones enviou um áudio aos integrantes do canal para explicar sua decisão. Segundo ele, a permanência na Câmara dos Deputados permitirá que continue desempenhando o papel que assumiu durante a campanha eleitoral. “Optei por já me manifestar dizendo que eu não tenho pretensão ministerial. Eu preciso continuar entregando para o presidente o que ele espera do nosso exército”, afirmou.
O parlamentar explicou que considera a liberdade de atuação incompatível com as responsabilidades administrativas de um ministério. Para Janones, assumir um cargo no primeiro escalão do governo significaria ficar submetido a compromissos e formalidades que restringiriam sua atuação política.
“Em um ministério eu fico preso em burocracias, em cumprir reunião, em fazer isso, em fazer aquilo, em assinar papel... Eu não fico solto. Existe uma liturgia do cargo que me impede de ser um guerrilheiro. Então eu preciso estar livre, eu não posso ter amarras”, justificou.
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Janones também indicou que pretende direcionar sua atuação e a mobilização dos seguidores para a sustentação política do governo Lula no Congresso Nacional. Segundo o deputado, a nova prioridade do “Exército de Lula” será contribuir para a governabilidade do presidente na Câmara dos Deputados. “Essa vai ser a missão do nosso exército a partir de agora”, afirmou.
