O senador Flávio Bolsonaro (PL) viu o desempenho do presidente Lula crescer em relação ao primeiro turno em todas as oito cidades que receberam as ações do "Bloco do 22". Em seis dessas localidades, o crescimento do petista superou o índice verificado na média nacional entre as duas votações. O levantamento foi feito pela coluna “Painel”, do jornal “Folha de S.Paulo”.

Os eventos dominaram a reta final da campanha de Flávio Bolsonaro. Promovidos pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), os bloquinhos adotaram uma estética jovem com trios elétricos, paredões e jingles provocativos.

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Desempenho do petista nas cidades dos bloquinhos

Os resultados das urnas nos locais que sediaram os atos registraram avanços do petista:

  • virada em Capelinha: localizado no Vale do Jequitinhonha, o município mineiro de 39 mil habitantes foi o único fora das capitais a sediar o ato com Flávio. No segundo turno, Lula virou o placar na cidade.

  • virada no Rio de Janeiro: na capital fluminense, o petista também obteve uma virada sobre o senador.

  • ampliação de margem: em São Paulo, Salvador e Fortaleza, o candidato petista ampliou a vantagem de votos em comparação com a primeira etapa.

  • redução de vantagem: nas capitais Belo Horizonte, Manaus e Vitória, Lula diminuiu a margem que Flávio havia obtido no primeiro turno.

Roteiro das agendas e repercussão partidária

A organização dos eventos mobilizou diferentes capitais ao longo dos dias decisivos:

  • última semana de campanha: Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira participaram juntos dos atos em Manaus, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • semana anterior: o senador e o deputado federal estiveram nas mobilizações de Salvador, Vitória e Capelinha.

  • evento no Ceará: em Fortaleza, Flávio esteve ao lado do deputado federal André Fernandes (PL-CE), parlamentar que popularizou o modelo de trio elétrico durante a campanha à Prefeitura de Fortaleza em 2024.

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O revés nas urnas gerou contestações internas na legenda. Diante do resultado eleitoral e da virada sofrida no estado de Minas Gerais, alas do PL apontam a estratégia de Nikolas Ferreira como uma das responsáveis pela derrota da campanha.

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