Após a turbulência causada pela prorrogação do prazo de votação em todo o Brasil até às 19h, eleitores foram aos locais de votação, neste domingo (25/10), mas encontram portas fechadas nas seções eleitorais, em Belo Horizonte. A ampliação do horário ocorreu após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em imagens cedidas ao Estado de Minas, um homem, de 31 anos, natural de São José dos Campos, morador e eleitor em Belo Horizonte, que preferiu não se identificar, chegou para votar no Colégio Copam, no Bairro Liberdade, na Região da Pampulha, e encontrou a seção fechada, às 17h45.

Nas imagens, ele questiona as urnas sendo guardadas mesmo após a decisão de prorrogar o prazo. Ele então é informado pelo responsável de que, a orientação recebida foi para encerrar normalmente às 17h.

Em outro registro, o eleitor pergunta como está o funcionamento da votação no local, e recebe como resposta que todas as seções já haviam sido fechadas por orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A reportagem também flagrou a Escola Estadual Barão de Mauá, no Bairro Floresta, na Região Leste de BH, onde os portões já estavam fechados às 17h50. 

Decisão

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (25/10), a prorrogação por duas horas do encerramento da votação do segundo turno das eleições de 2026. A solicitação previa que as urnas permanecessem abertas até as 19h, no horário de Brasília, em todo o país. Pouco depois, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou o horário de votação em todo o Brasil por mais duas horas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu maior tempo de votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A equipe do candidato alega que chuvas, alagamentos e interdições de vias dificultaram o acesso de eleitores às seções.

Na petição, da coligação do Lula, as siglas argumentam que a redução da oferta de transporte público em diferentes cidades comprometeu o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. O pedido foi apresentado após decisões judiciais determinarem a recomposição da frota de ônibus em municípios como Salvador, Teresina e São Paulo.

Segundo o documento, em Salvador, uma inspeção na garagem do sistema BRT identificou que a frota em circulação no domingo era inferior à utilizada durante a semana. Em Teresina, o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí determinou o restabelecimento da frota e da frequência do serviço aos níveis habituais dos dias úteis, sob multa de R$ 1 milhão por hora. Na capital paulista, a Justiça Eleitoral determinou a operação de 100% da frota municipal, que, conforme a petição, continuava operando em cerca de 60%. 

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A coligação também relatou registros de redução na oferta de ônibus em João Pessoa, Maceió e municípios do interior de Alagoas, Pernambuco, Pará e Rio de Janeiro.

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