O advogado mineiro Silvio de Melo Rocha, que foi condenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e se encontrava prisão domiciliar, morreu neste sábado (24/10), aos 62 anos. Ele descobriu o câncer (leucemia) que provocou sua morte quando já estava preso.

Por cerca de quatro meses, o advogado ficou internado na Santa Casa de Montes Claros, cidade na Região Norte de Minas, enfrentando o tratamento da doença. Ele foi submetido a um transplante medula óssea, que apresentou complicações. Na tarde deste sábado, o corpo foi traslado para Monte Azul para ser sepultado.

Juntamente com a advogada Aline Leal Bastos Morais de Barros (também de Montes Claros), Silvio de Melo Rocha foi condenado a 14 anos de prisão pela acusação de envolvimento nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Aline também cumpre prisão domiciliar com o uso de tornezeleira eletrônica, por ser sido submetida a uma cirurgia.

Condenado por vários crimes 

Silvio de Melo Rocha foi condenado pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e “grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima”.

No processo conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, consta que o advogado do Norte de Minas foi até Brasília por ocasião de 8 de janeiro de 2023, sendo suspeito de arrecadar recursos para o pagamento do fretamento de um ônibus para o transporte de participantes da manifestação que resultou na invasão e depredação de prédios na Capital Federal.

Silvio de Melo negou a acusação. Conforme o processo, ao depor em juízo, o advogado “confessou que no dia 8.1.2023, às 14h, deslocou-se até a Esplanada dos Ministérios e que, ao chegar no local, ingressou na área inferior da Câmara dos Deputados, local reservado ao embarque e desembarque de passageiros. Alegou que, neste momento, percebeu os danos na vidraça do prédio, que estava toda quebrada, de modo que não teve participação ativa, portanto, nos atos de depredação”.

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No entanto, a argumentação não foi aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, que condenou os dois advogados norte-mineiros juntamente com outros envolvidos nos atos golpistas. Moraes proferiu a sentença contra Silvio de Melo e Aline Bastos de forma definitiva em 8 abril deste ano. 

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