Hóspedes e convidados do hotel Copacabana Palace fizeram o gesto 22 com os dedos, em referência ao número de Flávio Bolsonaro (PL), diante de uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ato reuniu milhares de pessoas na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (12/10).

Um vídeo gravado em frente ao estabelecimento de luxo viralizou nas redes sociais. As imagens mostram pessoas em uma festa nas sacadas e varandas. Vestindo trajes de luxo, elas dançaram, riram, mandaram beijos debochados e exibiram o número 22 com as mãos para a multidão na rua.

O gesto remete ao Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno presidencial contra Lula. A gravação repercutiu na internet e alimentou discussões sobre o confronto simbólico, a polarização política e as diferenças sociais entre os manifestantes e quem estava nas varandas.

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Caminhada na Avenida Atlântica

A concentração começou por volta do meio-dia na altura do Posto 5, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. Pouco tempo depois, o grupo ocupou cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica com bandeiras, roupas vermelhas e cartazes de apoio ao petista.

A mobilização reuniu famílias, estudantes, lideranças políticas, sindicalistas e movimentos sociais. Os participantes marcharam em defesa da democracia e da reeleição, além de apresentarem pautas diretas: a defesa de direitos sociais, o fim da escala 6x1 e mensagens contrárias à anistia.

Lula não participou da caminhada na orla carioca. O presidente permaneceu em Brasília para cumprir compromissos vinculados ao feriado de Nossa Senhora Aparecida. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.

Mobilizações de apoio ocorreram também em diferentes partes do país. Salvador registrou atos na segunda-feira, enquanto capitais como Natal, São Paulo, Belo Horizonte e Recife tiveram passeatas durante o final de semana.

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A campanha de Lula avaliou que as passeatas deram fôlego à disputa eleitoral. Aliados citaram levantamentos internos para sustentar a leitura de que o candidato ganhou terreno na corrida presidencial.

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