O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) ironizou o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB) ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Zema, que ficou fora do segundo turno, já havia declarado apoio ao senador e compartilhou nas redes sociais uma sequência de ilustrações que fazem referência a posições políticas atribuídas a Temer ao longo dos anos.
As imagens mostram o ex-presidente usando, primeiro, uma camisa com o rosto de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na sequência, aparecem estampas com os rostos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e, por último, de Flávio Bolsonaro.
A publicação sugere uma mudança de posicionamento de Temer conforme o cenário político. As ilustrações são do repórter Artur Piva, que acompanhou a sequência com a frase: "Não há o que temer".
A provocação de Zema ocorre um dia após Temer anunciar apoio a Flávio no segundo turno. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente afirmou que o resultado das urnas mostrou que o eleitorado deseja "mudança, atenção e respeito".
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Temer também afirmou que a sociedade não quer "fórmulas repetidas e discursos grosseiros" e defendeu novas ideias e projetos. "Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio", disse.
Relação com Bolsonaro
Temer manteve uma relação próxima com o governo de Jair Bolsonaro e atuou como interlocutor em momentos de tensão entre o Executivo e o Judiciário. Um dos episódios ocorreu após os atos de 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes durante discurso na Avenida Paulista. Na ocasião, o ex-presidente enviou um avião a São Paulo para buscar Temer e levá-lo a Brasília.
No encontro, Temer sugeriu a divulgação de um gesto de pacificação, que resultou na chamada "Declaração à Nação", texto elaborado pelo ex-presidente e divulgado por Bolsonaro. Temer também intermediou um telefonema entre Bolsonaro e Moraes.
O apoio atual a Flávio, no entanto, é uma posição pessoal de Temer. O MDB não declarou apoio nacional a nenhum dos candidatos que avançaram para o segundo turno e liberou seus integrantes para escolherem seus posicionamentos.
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Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula teve 45,15%. Os dois disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Zema ficou em sexto lugar no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, com 0,27% dos votos válidos.
