O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira (5/10) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, em que o candidato do PL enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais.

Na gravação, Temer afirmou que o resultado das urnas mostrou um eleitorado em busca de mudança, atenção e respeito, e que a sociedade rejeita "fórmulas repetidas e discursos grosseiros". Para o emedebista, o país deseja novos projetos e um caminho diferente. "Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio", disse.

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Flávio encerrou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,15% do petista. O PL também saiu fortalecido do pleito: elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 parlamentares, e chegou a 28 senadores, também a maior representação no Senado. Na Câmara, a segunda força será a federação PT-PCdoB-PV, com 88 deputados, seis a mais do que em 2022.

Conselheiro de Bolsonaro

Temer manteve relação próxima com o governo de Jair Bolsonaro (PL) e atuou como uma espécie de conselheiro informal do ex-presidente. O papel ficou evidente na crise institucional aberta pelos atos de 7 de setembro de 2021, quando Bolsonaro, em discurso na Avenida Paulista, chamou de "canalha" o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante da repercussão, Bolsonaro enviou um avião a São Paulo para levar Temer a Brasília. No encontro, o ex-presidente sugeriu a divulgação de um gesto de pacificação, a "Declaração à Nação", texto redigido por ele próprio e aprovado por Bolsonaro. Temer também intermediou um telefonema entre Bolsonaro e Moraes.

MDB sem posição

Apesar do apoio de Temer, o MDB ainda não anunciou como se posicionará no segundo turno. Na primeira etapa da disputa, o partido liberou os filiados para apoiar o candidato de sua preferência.

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Temer presidiu o país entre 2016 e 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), de quem era vice. Desde então, é alvo frequente de críticas de petistas.

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